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População se une para pedir proteção ao Lago Puraquequara

Comitê da Bacia Hidrográfica do Puraquequara tem a missão de discutir o uso e a proteção do recurso, que fica na zona Leste de Manaus

População ribeirinha no Lago do Puraquequara, zona rural de Manaus

População ribeirinha no Lago do Puraquequara, zona rural de Manaus (Luiz Vasconcelos)

A comunidade do Puraquequara, na orla leste de Manaus, vem discutindo formas para instalar um comitê para garantir a participação popular nas decisões que envolvem a ocupação de espaços naturais da Bacia Hidrográfica do Puraquequara, região de águas que abriga lagos, várias nascentes de igarapés e onde existe um dos pontos turísticos mais famosos do Amazonas: o Encontro das Águas.

A principal preocupação dos moradores é evitar que ocorra no Puraquequara a poluição que atingiu a maioria dos igarapés das demais zonas de Manaus. Para isso, eles se reuniram na Escola Estadual Irmã Gabriele Cogeles, neste sábado (9), com o objetvo de instalar o Comitê da Bacia Hidrográfica do Puraquequara (CBHP).

A instalação do comitê será feita durante um seminário com moradores do bairro, representantes da sociedade civil e da Secretaria de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH). O seminário será realizado de 8h às 18h no colégio que fica na rua Barroso do bairro, sem número. Durante o evento será realizada a eleição para escolha da primeira diretoria do Comitê.

A estudante de Pedagogia e alfabetizadora popular, Teresa Maia, 44, afirmou que o mais importante é que o comitê não fique apenas no papel. Ela afirmou que a Associação de Moradores do Puraquequara, da qual é membro, vai atuar na defesa da ampla participação do comitê nas decisões que atinjam a bacia hidrográfica do local. “Aqui, infelizmente, já há sinais de poluição. Mas não a ponto de representar riscos à saúde. Os moradores usam o lago sem riscos para tomar banho, para pescar. O Puraquequara é muito lindo”, declarou.

A dona de casa e moradora do bairro Vilma Ferreira, 37, disse que considera importante a instalação do comitê para preservação do Lago do Puraquequara. “Temos que evitar que a poluição tome conta. Senão vão acabar com o nosso jaraqui”, afirmou revelando que muitos moradores do bairro pescam peixes no lago para alimentação.

O produtor rural Érico Cabral, 41, atravessa o rio do Careiro da Várzea para o Puraquequara quase toda semana. Ontem, ele estava no bairro em busca de atendimento odontológico. “Antes não tinha. Mas agora já vemos sinais de poluição. Às vezes vem até desses flutuantes. Acho que o comitê que ouça a população é importante mesmo”, disse.