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Altas temperaturas aceleram a reprodução dos mosquitos da dengue e malária

Doenças tropicais com grande incidência na Amazônia são transmitidas por mosquitos que se adaptam melhor a climas mais quentes

Wanderli Tadei é responsável pelo laboratório de dengue e malária do INPA

Wanderli Tadei é responsável pelo laboratório de dengue e malária do INPA (Márcio Melo/ Arquivo A CRÍTICA)

Experimentos feitos nas salas dos microcosmos, que simulam os efeitos das mudanças climáticas, demonstraram que em altas temperaturas os mosquitos transmissores da dengue e da malária se reproduzirão mais rápido. Os resultados foram descritos pelo pesquisador Wanderli Tadei, do Grupo de Malária e Dengue, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) em palestra realizada nesta quarta-feira (26), durante o V Workshop INCT Adapta.

Wanderli Tadei explica que os experimentos foram realizados em três salas do microcosmos com diferentes temperaturas. Os resultados mostraram que os mosquitos nas salas mais quentes se reproduzem mais rápido, ou seja, com o aquecimento o processo biológico dos mosquitos ficam acelerados.

O pesquisador acrescenta que isso contribuirá com o aumento da densidade de mosquitos Aedes aegypti e Anopheles darlingi, tendo como consequência a transmissão de dengue e malária. “O contato entre o vetor e o homem será mais intenso”, afirmou.

Segundo Tadei, colônias de Aedes aegypti  estão sendo estudadas e já estão na sua 27ª geração. “Os dados obrigam a nos preparar para um controle desses mosquitos e avaliar mecanismos para que não provoquem uma catástrofe com a transmissão de dengue”, alerta.

Malária

Já em relação à malária, ele explica que o mosquito da malária vive em torno de 50 a 60 dias e o da dengue vive de 30 a 45 dias, com os efeitos simulados no microcosmos eles estão vivendo menos. Tadei esclarece um experimento-piloto com os ovos do mosquito da malária e verificou-se que esses ovos também eclodem mais rapidamente, porém, estudos serão feitos quanto às fases de desenvolvimento das larvas para verificar se haverá também uma redução no seu tempo de desenvolvimento. 

“Isto é serio em relação à transmissão da malária, porque vivemos um momento muito bom. Podemos até falar na eliminação da malária em relação a alguns locais. É natural o vetor da malária se reproduzir na nossa região porque está consorciado às condições ambientais que temos”, explica.  

*Com informações da assessoria