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Parceria com iniciativa privada traz benefícios para comunidades na Amazônia

A Natura trabalha em parceria com comunidades na região amazônica e beneficia cerca de 2.171 famílias com subsídios, escolas e formação de lideranças locais


Cerca de 3.200 famílias são beneficiadas nos Estados do Pará e Amazonas com a parceria da Natura com as comunidades extrativistas

Cerca de 3.200 famílias são beneficiadas nos Estados do Pará e Amazonas com a parceria da Natura com as comunidades extrativistas (Divulgação)

Há doze anos, a Natura incorporou ativos da biodiversidade brasileira na fabricação de  produtos, unindo ciência e conhecimento tradicional de comunidades agroextrativistas com geração de oportunidades de trabalho e renda para centenas de famílias.  Ao reconhecer a importância desse ecossistema para o país e o mundo, bem como para o desenvolvimento de uma nova plataforma de negócios, a Natura elegeu a região amazônica como um dos territórios prioritários de sua expansão. Dentro de um modelo sustentável, sem colocar em risco a maior floresta tropical do mundo, a empresa obtém insumos para seus produtos e, em contrapartida, oferece uma série de benefícios às comunidades extrativistas.

Atualmente a Natura tem projetos para melhorar a realidade socioeconômica de 25 comunidades. A fabricante de cosméticos oferece cursos de capacitação para formar lideranças e subsídios para formação de associações ou cooperativas que intermediam a relação da comunidade com a Natura e com o restante do mercado. Além disso, a empresa ainda proporciona à população local capacitações técnicas de produção agrícola ou extrativismo e beneficiamento das matérias-primas cultivadas pela comunidades.

No município paraense de Moju, a Associação dos Agricultores de Jauari “Caminhando com Cristo” foi sede de diversos cursos oferecidos pela Natura como: saúde e segurança no trabalho, primeiros socorros, técnico em engenharia florestal e formação de liderança. A associação representa os agricultores daquela comunidade que, desde 2007, fornece à Natura os ativos murumuru e andiroba para a produção de sabonetes e óleos corporais. Pelo menos cem famílias foram beneficiadas com os cursos. “Esses treinamentos foram muito importantes para nossa comunidade. Conseguimos instruir grande parte das famílias e, consequentemente, diminuir, por exemplo, o número de acidentes aqui”, comemora o presidente da Associação, Rosivaldo Tavares.

Já em Santo Antônio do Tauá, município localizado a 62 quilômetros de Belém, a Associação dos Agricultores de Campo Limpo comemora as conquistas alcançadas pela parceria com a Natura. A comunidade, por meio da associação composta por 35 famílias, fornece caipitiú e priprioca para a empresa cosmética há mais de seis anos. Em contrapartida, a Natura subsidiou projetos de infraestrutura e ofereceu cursos profissionalizantes. “Hoje temos maquinário – trator – e também contamos há um ano com uma escola de computação. Nossas casas hoje são de alvenaria e participamos temos a oportunidade constante de participar dos cursos de capacitação”, destaca a presidenta da associação, Suelen Mateus. Nesta última semana de fevereiro, por exemplo, uma turma de 15 pessoas da comunidade receberá o certificado do curso ‘Negócio Certo Rural’, que ensina técnicas de administração de propriedades agrícolas. “Com mais capacitação melhoramos ainda mais a nossa condição de vida”, completa a presidenta da Associação dos Agricultores de Campo Limpo.

Cerca de 2.171 famílias são beneficiadas nos Estados do Pará e Amazonas com a parceria da Natura com as comunidades extrativistas. Esse número deve triplicar até 2020 com a implantação de projetos previstos pelo Programa Amazônia, iniciativa da Natura que visa contribuir para o desenvolvimento sustentável da região por meio de ciência, tecnologia e inovação.

Uma das atuações do Programa Amazônia da Natura é o estímulo à formação de uma rede de produção com agricultores e comunidades agroextrativistas locais para incentivar o empreendedorismo social e desenvolvimento produtivo local. A empresa de cosméticos ampliará os negócios a partir dessas cadeias produtivas da biodiversidade ao priorizar o uso de insumos amazônicos em seu portfolio de produtos, com a elevação de 10% para 30% desses insumos até 2020.

Ao contrário de manter relações comerciais somente com grandes empresas fornecedoras, a Natura mantém contato direto com comunidades como a Camtauá, no sudoeste do Pará, para adquirir os insumos naturais que utiliza em seus produtos e influenciar diretamente o desenvolvimento econômico e social da população local. Em 2012, acordos comerciais como os da comunidade de Camtauá movimentaram R$ 12 milhões em sua totalidade, volume 12% superior a 2011.

Tais acordos são feitos por meio de repartição de benefícios, determinados em conjunto com os produtores e comunidades. Para fazer avançar o diálogo e chegar a negociações mais equilibradas, a Natura oferece suporte técnico independente às associações para compreender e salvaguardar os direitos das populações.

Como forma de reconhecer o papel fundamental exercido por essas pessoas, a Convenção de Diversidade Biológica, a CDB, o maior acordo internacional de biodiversidade, adotado em 1992 e ratificado por mais de 190 países, determina que, além da conservação da biodiversidade e seu uso sustentável, também seja feita a repartição justa e equitativa dos benefícios adquiridos pela utilização dos recursos genéticos. Isso quer dizer que toda empresa, instituição ou país que fizer uso comercial do patrimônio genético ou dos conhecimentos tradicionais de um povo deveria devolver parte dos benefícios econômicos adquiridos para as comunidades de onde os recursos foram extraídos.

Um exemplo é o benefício compartilhado com comunidade localizada no município do Acará, no nordeste do Pará. Entre as ações proporcionadas pela parceria com a Natura, a Associação dos Agricultores Orgânicos de Boa Vista utilizou a repartição de benefícios para construir e reformar a sua sede. Esta comunidade fornece priprioca e capitiú desde 2003 e está desenvolvendo pesquisas para fornecer outros insumos. “Temos uma boa parceria e as coisas fluem adequadamente. Sempre que precisamos, temos o apoio da Natura. Tudo dentro das normas e da lei. Nossa comunidade antes vivia muito sacrificada, pois todos os projetos que tentavam implantar lá, nunca davam certo. Até que chegou uma empresa desse porte e tudo mudou,  tanto na parte financeira como na de projetos. A equipe da Natura nos ajuda a gerenciar melhor o que ganhamos com a produção para não gastarmos com o que não nos dá retorno. Hoje, tudo é bem distribuído e todos na comunidade são beneficiados”, explica o presidente da Associação, Paulo Teles.

A Natura é uma das empresas pioneiras na realização de repartição de benefícios no Brasil. O primeiro contrato foi assinado em 2004, com a comunidade que trabalha na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, localizada no Amapá, que fornece o breu branco e o óleo de castanha. “Nesses dez anos de parceria com a Natura conseguimos desenvolver a nossa comunidade. Antes não tínhamos energia elétrica nem água potável. Hoje temos até acesso à Internet. A perspectiva de vida das 58 famílias da comunidade melhorou. Temos uma alimentação mais adequada e renda fixa”, ressaltou o presidente da comunidade, Aldemir Cunha.

Um dos avanços mais consolidados do resultado da parceria da Natura com comunidades amazônicas acontece na fornecedora de óleo de castanha, no Iratapuru, Amapá. A empresa de cosméticos oferece curso de capacitação, presta consultoria em áreas como as administrativa e contábil, ajuda no planejamento e orienta quanto à gestão da cooperativa, o que inclui também a qualidade do fornecimento das matérias-primas. “Isso tudo já foi colocado em prática e percebemos que a comunidade está mais madura e toma suas próprias decisões”, reconhece Mauro Costa, gerente de Relacionamento com Comunidades da Natura.

Vale citar também a parceria com a comunidade do Projeto Reca, em Nova Califórnia, Rondônia, que tem relacionamento com a Natura desde 2001. Um resultado dessa parceria é a Escola Família Agrícola, voltada aos filhos de agricultores. “Eles vão para a escola durante 15 dias e os outros 15 trabalham com a família na propriedade. Dessa forma, não quebram o vínculo que têm com a sociedade em que vivem nem praticam o êxodo rural”, comenta o gerente de Relações com Comunidades.

A Natura estabelece os contratos de repartição de benefícios com organizações formais, como cooperativas ou associações formais, não necessariamente de maneira direta com pequenos agricultores ou unidades de conservação. A repartição de benefícios é, preferencialmente, não monetária e, normalmente, feita por meio do financiamento de projetos e iniciativas que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico da comunidade.

A Natura dedica-se a contribuir para a conservação da biodiversidade por meio do desenvolvimento de novos ingredientes e produtos baseados no uso sustentável e na repartição equitativa dos benefícios às comunidades. “As riquezas naturais da floresta, sua diversidade biológica e o patrimônio cultural da humanidade são bens de imenso valor. A utilização deve sempre incluir esforços no sentido de valorizá-las e conservá-las às gerações futuras. E por isso acreditamos que as comunidades agroextrativistas devem ser beneficiadas de forma justa e equitativa para promoção do desenvolvimento sustentável da região amazônica”, finaliza Mauro Costa.

*Com informações da assessoria