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Amazonas tem 38 municípios afetados pela cheia dos rios

Enchente no interior do Amazonas expõe mazelas sociais como população desabrigada e sujeita a doenças causadas por vírus e bactérias

Moradores deixam suas casas por causa da enchente em Boca do Acre

Moradores deixam suas casas por causa da enchente em Boca do Acre (Divulgação/ Assessoria)

Com o final da subida dos rios da bacia amazônica 35 municípios amazonenses estão em estado de emergência e três em calamidade, segundo dados divulgados na manhã dessa quinta-feira (12), pela Associação Amazonenses de Municípios (AAM) e coletados diretamente com as 62 prefeituras do Estado.

Mesmo com a lenta descida das águas nas bacias do Madeira e do Purus, normais para esta época do ano, Humaitá, Boca do Acre e Uarini permanecem em calamidade e sua situação já foi reconhecida pelo Ministério da Integração, por meio da Defesa Civil Federal.

“Ainda não há como precisar números uma vez que ainda estamos avaliando o prejuízo, mas as perdas para a agricultura, pecuária e para o setor primário em geral devem ficar entre as maiores da história”, avaliou o presidente da AAM e prefeito de Boca do Acre, Iran Lima, ao destacar que o fim do ciclo de chuvas também representa grande perigo para a saúde de moradores, em especial os ribeirinhos.

“Muita gente está sem casa, sem renda a curto e médio prazo e neste momento de começo da vazante, há ainda as doenças causadas por vírus, bactérias e parasitas presentes na água, como verminoses, doenças diarreicas, gastrenterites, dermatite e febre tifoide”, destacou Lima.

Ainda de acordo com o dirigente, a associação está acompanhando e cobrando junto às direções dos órgãos federais em Brasília, celeridade no atendimento e liberação de verbas.

Além dos três municípios em Calamidade, Borba, Apuí, Envira, Guajará, Ipixuna, Lábrea, Novo Aripuanã, Manicoré, Nova Olinda do Norte e Tapauá (todos em Emergência), tiveram seus decretos reconhecidos pela União e estão aptos a receber o auxílio federal nas próximas semanas.

Também decretaram Estado de Emergência, mas ainda aguardam avaliação dos órgãos federais para inclusão na lista de beneficiados: Anamã, Barreirinha, Beruri, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Canutama, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Fonte Boa, Iranduba, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Maués, Nhamundá, Parintins, Pauini, Silves, Tefé, Itamarati, Urucará e Urucurituba.