Pescadores que integram o Acordo de Pesca do Pantaleão, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, município de Maraã (a 634 quilômetros a noroeste de Manaus) iniciaram a pesca de pirarucu manejado de 2011, no último final de semana.
A atividade é gerida por pescadores urbanos das Colônias Z-4, de Tefé (a 523 quilômetros a oeste de Manaus), e Z-23, de Alvarães (a 531 quilômetros a oeste de Manaus), e pelos moradores das comunidades do entorno, que integram o Setor São José.
Cerca de 300 pessoas se revezam nas atividades de manejo e estas devem pescar 800 pirarucus, que corresponde à cota autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), até o início de novembro.
De acordo com Natazildo de Almeida, presidente da Colônia de Pescadores de Tefé, a produção já está toda comercializada e foi vendida ao preço de R$ 5 o quilo do peixe in natura. O comprador disponibilizou um barco que fica junto a base de processamento armazenando o peixe. Também haverá uma Feira de Pirarucu, entre os dias 14 e 15 de outubro, no município de Tefé (a 523 quilômetros a oeste de Manaus) para venda direta ao consumidor final.
Em 2010, a pesca de pirarucu manejado beneficiou 922 pescadores de 20 comunidades ribeirinhas e de três Colônias de Pescadores. Foram capturados 4.653 pirarucus e comercializadas mais de 220 toneladas. Esta cota pescada representa cerca de 20 a 30% dos estoques de adultos contados nos lagos, regra básica para assegurar a reprodução e a continuidade da população.
A média do peso dos pirarucus pescados foi de 47kg e a média dos comprimentos de 174 centímetros. O tamanho permitido para a pesca deve ser superior a 150 centímetros. O faturamento total bruto da venda do pescado em 2010 foi de R$ 962.367,80. Os rendimentos são distribuídos entre os pescadores por meio de suas associações ou colônias.
As informações são da assessoria de comunicação do Instituto Mamirauá.