Sete municípios do Amazonas estão em situação de emergência devido ao aumento do volume de chuvas, das erosões fluviais, desbarrancamentos e inundações bruscas e graduais. A informação foi divuldada nesta quarta-feira (25) pelo Subcomando Estadual de Ações de Defesa Civil (Subcomadec)
Os municípios de Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Envira, Itamarati, Carauari e Juruá, localizadas na calha do rio Juruá, estão sendo atendidos Subcomadec. Nestes municípios 5, 2 mil famílias estão sendo afetadas.
Já a região do Alto Solimões está em Situação de Atenção devido às chuvas intensas, em função da elevação do rio Javari (Atalaia do Norte e Benjamin Constant) e ainda devido ao rio Solimões estar acima do nível normal para o período. As demais calhas apresentam elevação gradual, dentro da normalidade.
“Com o diagnóstico feito, os levantamentos e registros da situação foram encaminhamos ao Governo Federal (Defesa Civil Nacional) para que o suporte e apoio técnico sejam alocados no Amazonas com mais agilidade”, afirmou o Secretário do Subcomadec, Roberto Rocha.
A Defesa Civil do Amazonas já montou um Plano de Trabalho que inclui ações de assistência, socorro e reabilitação aos municípios afetados.
Todas as calhas dos rios do Estado são monitoradas diariamente pelo Subcomadec.
Os municípios do Alto Juruá, segundo atestou o Centro de Monitoramento Ambiental do Subcomadec, em parceria com órgãos de meteorologia como o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), vem passando por anomalia climática conhecida como La Niña.
O fenômeno ocasionou a alteração do comportamento climático e hidrológico e consequente antecipação do período de chuvas na região do Juruá, previsto para o final de janeiro e meses seguintes.
Solimões
De acordo com informações do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) o nível do rio Solimões, em Tabatinga, está em 11,58 metros nesta quarta-feira (25). No ano da maior cheia do Solimões, registrada em 1999, o nível nesta mesma data era de 9,03 metros. Em 2009, quando foi registrada a maior cheia do rio Negro, em Manaus (bacia influenciada pelo Solimões), o nível no Alto Solimões estava em 99,9 metros.
Conforme o engenheiro da CPRM, Daniel de Oliveira, ainda é cedo para avaliar se a cheia em 2012 poderá ser de grande magnitude. “Podemos fazer uma avaliação somente a partir de março”, disse.
Diagnóstico
Nesta quarta-feira, 25, no período da tarde, técnicos da Defesa Civil do Amazonas e do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), que faz parte da Defesa Civil Nacional, estarão reunidos, por meio de videoconferência, para debater e traçar um diagnóstico da situação nas regiões do Juruá e Solimões.


