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Famílias retiradas após reintegração de posse em Manaus são impedidas de receber ajuda

Um dia após terem suas residências desmontadas, representantes das famílias foram ao TJAM para recorrer de decisão judicial

Moradores da comunidade Frederico Veiga foram retirados da área após reintegração de posse

Moradores da comunidade Frederico Veiga foram retirados da área após reintegração de posse (Antônio Menezes)

As famílias que foram retiradas nesta quarta-feira (01) das comunidades Frederico Veiga e Novo Paraíso, no KM-8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista) por determinação judicial recorreram da decisão.

Nesta quinta-feira (02), o advogado que representa as comunidades entrou com um agravo de instrumento no Tribunal da Justiça do Amazonas (TJA-AM). A informação é do agricultor José Martinho, morador do Novo Paraíso. A reportagem não conseguiu falar com o advogado José da Rocha Freire.

Conforme Martinho, as famílias questionam a decisão da juíza estadual Joana dos Santos Meireles em favor da empresa Eletroferro Construções S/A. Martinho teve sua casa e plantação de agricultura familiar destruída durante a operação de reintegração de posse.

A reintegração de posse das duas comunidades começou às 6h desta quarta-feira, surpreendendo os moradores. Todas as residências, a maioria de madeira, foram derrubadas.

Proibição

Nesta quinta-feira (03), muitas famílias ainda permanecem na área na tentativa de salvar o que restou de seus pertences. Em contato com o portal acrítica.com, os moradores reclamaram que estão sendo proibidos de receber ajuda humanitária, com doação de água, roupa e alimentos.

“A gente está desde ontem aqui com fome e sede. Os vizinhos que já foram e levaram suas coisas para casas de parentes e conseguiram retirar algo querem voltar para nos ajudar mas são proibidos. Quem não tem condições de sair daqui não pode receber ajuda”, disse a agricultura Marta Gonçalves da Silva.

Ela afirmou ainda que as pessoas que tiveram seus pertences levados em um caminhão-baú, provavelmente sob responsabilidade da empresa, estão sem informações sobre os objetos. “Disseram que foi para um galpão mas até agora ninguém foi comunicado o que aconteceu”, afirmou.

O portal acritica.com tentou falar com a assessoria de comunicação da PM, mas não conseguiu por meio do celular institucional do órgão.

Comida

Antônio Fonseca, Cáritas Arquidiocese de Manaus, disse que tentou duas vezes entrar na área onde as famílias permanece para levar comida e água mas foi impedido por policiais e seguranças da empresa Eletroferro.

“As pessoas tiveram suas casas quebradas, estão sem pertences e comida. Tentamos entrar lá, mas fomos barrados pela polícia. Ainda há cerca de 40 famílias dentro da Frederico Veiga e 80 em Novo Paraíso. Disseram que se as pessoas saírem de lá não poderão mais voltar. Mas como elas podem sair e deixar todos os seus bens?”, disse Fonseca, lembrando que ajuda é um ato humanitário que o gestor público (por meio da PM) deve levar em consideração.

Fonseca disse ainda que outros encaminhamentos estão sendo dados para a situação das famílias de agricultores. Uma delas é uma audiência na Secretaria Nacional de Direitos Humanos.