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Boto ‘gigante’ invade praia da Ponta Negra, em Manaus, durante campanha por preservação

A matança desse animal é ilegal e comum na região. Campanha Alerta Vermelho busca conscientizar população sobre a importância de proteger esse mamífero e também recolher assinaturas exigindo ações de preservação

Réplica gigante do boto em forma inflável tem 12 metros de comprimento

Réplica gigante do boto em forma inflável tem 12 metros de comprimento (Marinho Ramos/Divulgação)

Uma presença ilustre invadiu as águas da Praia da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, durante este final de semana. Uma réplica gigante do boto da Amazônia, em forma inflável e com 12 metros de comprimento, pôde ser visto de longe por quem passava no local. A ação faz parte da campanha Alerta Vermelho, que visa sensibilizar a população quanto a necessidade de proteção e preservação deste mamífero.

A matança desse animal é ilegal e comum na região amazônica, e tomou proporção de denúncia nacional durante esta semana. Na prática, os botos são mortos para que a carne deles sirva como isca para a pesca da piracatinga (Calophysus macropterus), peixe carniceiro que é atraído pelo cheiro da carne do boto. Anualmente, 2,5 mil botos são mortos em municípios do Amazonas e estados vizinhos.

Além de matar e usá-los como isca, pescadores ainda enganam os consumidores vendendo a piracatinga com o nome de “douradinha”, comum nas feiras e mercados de Manaus. Na campanha Alerta Vermelho, as pessoas podem ajudar na proteção do mamífero assinando uma petição no site www.alertavermelho.org.br ou doando R$ 100 para a campanha.

A campanha virtual já reuniu mais de 30 mil assinaturas em apenas cinco dias, e a expectativa é que esse número chegue a 100 mil até o final da campanha, daqui a 15 dias. A ideia também é levar tal campanha, com o próprio gigante, para outras cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, ainda este ano.


Um relatório com as assinaturas será entregue aos Ministérios da Pesca e Aquicultura e também do Meio Ambiente. A moratória visa proibir a pesca da piracatinga por um período de cinco anos e permitir ao pescador a usufruir apenas cinco quilos do peixe para consumo próprio e familiar. O objetivo é antecipar essa proibição da pesca da piracatinga de janeiro de 2015 para agosto deste ano.

Toda a campanha é desenvolvida pela Associação Amigos do Peixe Boi (Ampa) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com apoio da Prefeitura de Manaus, do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), e do Ministério Público Federal.

“Para a pesca da piracatinga, os pescadores utilizam a carne do boto como isca. Como o boto é um animal indefeso e de fácil captura, a matança ocorre de forma indiscriminada e em larga escala. Por isso nós queremos a antecipação dessa moratória. Caso contrário, teremos a morte de, pelo menos, mais três mil botos nos próximos seis meses”, afirmou Jone Cesar Fernandes, diretor da Ampa.  

*Com informações da assessoria de imprensa