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Buscas por homens desaparecidos na rodovia Transamazônica serão retomadas amanhã

Fortes chuvas que caíram na área da reserva Tenharim, região do município de Humaitá, onde os três homens desaparecidos foram avistados pela última vez, adiam o trabalho da força tarefa

Trabalho dos militares que buscam pistas de desaparecidos

Trabalho dos militares que buscam pistas de desaparecidos (Clovis Miranda)

Em razão de fortes chuvas ocorridas na área da reserva indígena Tenharim, na região de Humaitá (a 675 quilômetros de Manaus), Sul do Amazonas, a força tarefa composta por diversos militares vai retomar as buscas nesta quarta-feira (1º de janeiro) pelos três homens desaparecidos desde o dia 16 de dezembro, na rodovia Transamazônica (BR 230).

Os trabalhos de buscas pelo paradeiro do professor Stef  Pinheiro de Souza, dono do carro em que os três viajavam, do representante comercial Luciano Ferreira Freire e o técnico Eletrobrás, Aldeney Ribeiro Salvador, começaram, de fato, no último final de semana no km 130 da BR-230. Até agora não informações se os homens estão vivos ou mortos.

A operação é realizada em conjunto com a Polícia Federal (PF), Polícia Militar (PM), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Exército Brasileiro e Força Nacional, liderada pelo delegado federal Alexandre Alves. Eles estão baseados na comunidade de Santo Antonio de Matupi, pertencente ao município de Manicoré, também no Sul do Amazonas. Não há previsão de retorno até que consigam resolver o caso.


O delegado Alexandre Alves informou que nos primeiros três dias de trabalho da força tarefa foram realizados vários trabalhos de inteligência em campo, onde conseguiram algumas informações importantes para o início das buscas.

Entenda o caso

A região do Sul do Amazonas vive dias de tensão com conflitos ocorridos entre índios da etnia Tenharim, cuja reserva fica na região, e moradoras da cidade Humaitá.

O conflito ocorrido entre moradores de Humaitá e os índios começou após o desaparecimento do professor Stef  Pinheiro de Souza, Luciano Ferreira Freire e Aldeney Ribeiro Salvador, supostamente sequestrados e mortos em retaliação à morte do cacique Ivan Tenharim - ele teria caído da moto, mas os índios acreditam que foi assassinado.

No dia do Natal, a população revoltada incendiou a sede da Funai, a Casa de Saúde do Índio, veículos e um barco usado no atendimento às populações indígenas. Dois dias depois, um grupo armado incendiou os postos de pedágio dos índios na Transamazônica. Ao pedido do Ministério de Defesa, uma força-tarefa com 400 homens passou a atuar na região.