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Centros comerciais de Parintins acumulam prejuízo devido à cheia do rio Amazonas

Vendedores de peixes que antes faturavam quase R$ 500 por manhã agora não lucram nem 10% disso. Já estabelecimentos comerciais estão com a clientela reduzida em até 70%, além de terem que lidar com lixo e ratos, por exemplo

Cheia histórica do rio Amazonas continua prejudicando população no município amazonense de Parintins

Cheia histórica do rio Amazonas continua prejudicando população no município amazonense de Parintins (Antônio Lima)

Um dos maiores centros comerciais de Parintins (município amazonense distante 369 km de Manaus) ainda sofre com a cheia do rio Amazonas e contabilizam prejuízos diariamente. Na rua Silves, do bairro Francesa, a "Feira do Bagaço” e outros comércios ao longo da via continuam com o nível da água cobrindo quase toda a extensão da pista.

Segundo o vendedor de peixes Rafael Tavares, 28, a subida do rio ultrapassou a enchente de 2009 e, com isso, ele viu os clientes sumirem da Feira. “Antes da cheia, fazíamos R$ 500 por manhã vendendo peixe. Agora não chega nem a R$ 50. É o jeito deixar as contas 'penduradas' e torcer para o nível do rio baixar logo”, explicou o vendedor.

Rafael lamentou ter que jogar no lixo aproximadamente 250 jaraquis na última semana por falta de clientes porque fazia uma semana que o peixe estava armazenado no freezer. Outra problemática que surgiu com a subida do rio é o acúmulo de lixo. Restos de frutas, papelões, lixo doméstico e outros produtos são depositados no meio da rua, na parte onde não há mais alagamento, entretanto os urubus espalham todo o lixo atrás de comida.


A vendedora de uma loja de departamento, Maria de Souza dos Santos, 35, lamenta ver o fluxo de clientes ter reduzido em mais de 70% há dois meses por causa da cheia. Ratos, sapos, jacarés e até arraia são visto com frequência pelo local. Do outro lado da cidade, na rua Oneldes Martins, bairro São José, além dos buracos na via, um trecho de aproximadamente 15 metros está debaixo d’água, causando perigo aos condutores que trafegam pelo local, pois a rua não está bloqueada.

“Várias pessoas cairam nesse trecho, porque eles pensam que é raso, mas está cheio de buracos. A última foi uma mulher com o filho que vinham na garupa da moto”, lembrou Alcenir Souza, 46, da etnia Sateré Mawé.

A Secretaria de Obras de Parintins continua com os serviços de tapa-buracos pela cidade, entretanto, ainda há muitas ruas para receberem o serviço. Quanto às áreas alagadas, em alguns pontos da cidade foram construidos rip raps para conter a subida do rio. A previsão para os comerciantes e feirantes da rua Silves é de que até o dia 25 de junho  o nível do rio tenha baixado mais e a via liberada para o tráfego de veículos.

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