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Comunidades abrem as portas para o turismo sustentável e para o desenvolvimento local

À margem esquerda do rio Negro, roteiro coordenado pelos próprios moradores ribeirinhos permite integração entre visitantes e comunitários

Na comunidade indígena Nova Esperança, o artesanato é o principal atrativo

Na comunidade indígena Nova Esperança, o artesanato é o principal atrativo (Dirk Henker)

Dividir um pequeno espaço em uma casa simples de madeira, dormir em redes e acordar ouvindo o som da natureza. Participar da produção de farinha, assistir a rituais indígenas, respirar o ar puro, conviver com uma diversificada fauna e flora banhada por um imenso rio de águas negras. É isso que o Roteiro de Turismo Comunitário no Rio Negro (Tucorin), no coração do Amazonas, oferece aos turistas que chegam à região e decidem fazer programas que vão além do convencional. O Tucorin é, também, uma excelente opção para aqueles que irão desembarcar na capital do Estado, Manaus, durante a Copa do Mundo.

O Roteiro Tucorin integra uma campanha do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) denominada “Passaporte Verde - Turismo Sustentável por um Planeta Vivo” e consiste em colocar na prática o conceito de turismo de base comunitária, que é a troca de experiências respeitando os limites culturais e socioecômicos da comunidade e do visitante, em prol do desenvolvimento sustentável do local. 

Dependendo da embarcação utilizada, as primeiras comunidades se encontram a menos de duas horas de Manaus, com embarque na Marina do Davi, Zona Oeste da cidade. O Roteiro inclui comunidades localizadas em três Unidades de Conservação (UCs): Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, RDS do Puranga Conquista e Área de Proteção Ambiental (APA) Margem Esquerda do Rio Negro Setor Aturiá/Apuauzinho, cada uma com seu diferencial e potencial turístico peculiar.

No seio do rio Negro, a primeira parada da viagem é na comunidade São Sebastião do rio Cuieiras, na companhia de um grupo de técnicos e especialistas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável (SDS), Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), Central de Turismo Comunitário da Amazônia e, principalmente, por representantes do Fórumde Turismo de Base Comunitária (TBC) apoiadores e grandes realizadores do projeto. Fazem parte do Roteiro, ainda, as comunidades de Nova Esperança, Comunidade Bela Vista, São João do Tupé, Julião e Colônia Central.

Em São Sebastião do Rio Cuieiras, um grupo de mulheres oferece ao visitante um café da manhã regional no “Clube das Mães Maria de Nazaré”. Em Nova Esperança, uma comunidade formada por indígenas, o artesanato é o atrativo, confeccionado e comercializado pelos moradores também fora da comunidade.


Descobrir as etapas da produção de farinha é uma das opções de atividades (Foto: Dirk Henker)

Já em Bela Vista, fazendo jus ao nome que lhe denomina, encontra-se uma das paisagens mais bonitas da região e que fazem o passeio valer mais a pena. No local, é possível ver a primeira ilha do espetacular arquipélago de Anavilhanas e, se o tempo permitir, é possível contemplar um pôr-do-sol que beira a perfeição. É na Bela Vista, também, que os turistas se aventuram em trilhas no meio da maior floresta equatorial do mundo. Mas é em São João do Tupé, comunidade mais próxima de Manaus, que se encontra o ponto alto do roteiro: o ritual realizado por índios de diferentes etnias que vivem no local.

De acordo com a chefe de Unidade de Conservação da SDS, Alcilene de Araújo, o principal objetivo do turismo de base comunitária na região é fazer com que aumente o interesse, a qualificação e o apoio ao desenvolvimento e gestão nas unidades de conservação. E ela destaca: tudo isso sem causar grandes impactos ambientais. “Vale ressaltar que esse tipo de atividade não é feito para um público massivo, mas sim para pequenos grupos de oito a dez pessoas, até mesmo para que os comunitários tenham condições de atendê-los dentro da sua realidade e não cause nenhum impacto negativo”, explica.

Atualmente, apoiando essa atividade, além do Fórum de Turismo de Base Comunitária, existe a Central de Turismo Comunitário da Amazônia. “A Central não é uma agência, não vende pacotes do roteiro. Isso é feito diretamente com os comunitários. O papel da Central é intermediar o contato do turista com as comunidades”, destacou Nailza Pereira do IPE. O contato pode ser feito acessando o site.

O valor do roteiro depende do interesse do turista, variando desde o tipo de embarcação a ser alugada (o que geralmente pode custar mais caro) à quantidade de atividades que deseja fazer nas comunidades (com valores a partir de R$ 25). Destacam-se entre as possibilidades poder acompanhar o processo da produção da farinha (chamada de "farinhada"), trilhas na selva, focagem de jacaré, passeio de canoas, hospedagem nas casas dos comunitários ou na pousada existente na comunidade Bela Vista, entre outros. O Roteiro Tucorin, além do atrativo de ter o contato com a natureza, é uma ótima pedida para aqueles que procuram, acima de tudo, conhecimento e aprendizado na prática.

Abaixo, dicas de pacotes e valores:

Comunidade Bela Vista

- Acampamento na selva: Com capacidade para 54 redes (visitante tem que levar sua rede), os preços para até cinco pessoas custa R$ 50; acima dessa quantidade é cobrado R$ 20 por pessoa. Reserva com três dias de antecedência pelo telefone (92) 9163-7889 (sr. Manuel);

- Trilhas terrestre/aquática: Para grupo de cinco pessoas, o passeio sai por R$ 50, sendo que acima dessa quantidade também é cobrado R$ 20 por pessoa. Reserva com 24 horas de antecedência pelo telefone (92) 9163-7889 (sr. Manuel);

- Pousada Anavilhanas Village: Capacidade para 100 pessoas, sendo seis suítes e 29 acomodações e redário (visitante não precisa levar sua rede, já que a pousada fornece). Possui um restaurante bar. Preço: R$ 100 por pessoa, sendo acima de cinco pessoas e por, no mínimo, três dias. Reserva com uma semana de antecedência pelo telefone (92) 92059342 ou por e-mail: royamazon@gmail.com (sr. Roy ou sra. Antônia).

São Sebastião

- Clube de Mães Maria de Nazaré: Oferecem almoço (geralmente tambaqui assado) a R$ 25 por pessoa e café da manhã ou lanche por R$ 15. O visitante ainda pode assistir a apresentação sobre o trabalho desenvolvido pelas mulheres envolvidas no Clube de Mães, além de contar com uma exposição dos produtos para comercialização, como cookies, biscoitos, jujubas e doces. Reserva com um dia de antecedência pelos telefones (92) 9366-5158 (Inês); 9234-7072 (Francisca) e 9188-0551 (Maria).

Nova Esperança

- Apresentação da farinhada: A cada grupo de 10 pessoas, o custo é de R$ 75. Reserva com uma semana de antecedência pelo e-mail joarligongarrido@bol.com.br;

- Café da manhã regional: Valor é R$ 15 por pessoa. Reserva com cinco dias de antecedência pelo e-mail joarligongarrido@bol.com.br;

- Oficina de confecção de artesanato: Para grupos de cinco pessoas sai a R$ 50, com duração de uma hora. Reserva com no mínimo cinco dias de antecedência pelo e-mail joarligongarrido@bol.com.br;

- Almoço regional (peixe): Custa R$ 25 por pessoa e também necessita de reserva com cinco dias de antecedência, que podem ser feitas pelo e-mail joarligongarrido@bol.com.br.