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Criadores amazonenses estão preocupados com a falta do milho

Os produtores rurais que dependem do grão para a alimentação dos animais estão tendo que pagar o dobro do valor da saca de milho no mercado local

Criadores amazonenses estão preocupados com a falta do milho

Criadores amazonenses estão preocupados com a falta do milho (Reprodução/ Internet)

A falta de milho no estoque da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Amazonas, já está atingindo os produtores rurais que dependem do grão para a alimentação dos animais, na quarta-feira (19) a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea) enviou ofício pedindo imediata remoção de milho para o Estado do Amazonas.

Ação é para atender o Programa de Vendas em Balcão, isso em razão da inexistência do grão nos estoques o que irá comprometer severamente a atividade rural. O documento foi encaminhado para o presidente da Conab, Rubens Santos, para o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa), Antônio Eustáquio Ferreira e a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu.

O presidente da Faea, Muni Lourenço, afirma que os produtores estão pagando pelo dobro do valor no comércio local. A saca do milho é vendida pelo valor de R$ 23,50 na Conab, a média de preço do comercio local é de R$ 42 a saca.

“O milho é de extrema importância para os criadores de ovinos, aves, suínos e bovinos, os criadores amazonenses estão preocupados com a falta desse íten. Este é um momento delicado para a agropecuária do Estado, visto que a cheia deste ano já afeta alguns municípios, destes seis já decretaram estado de emergência. O gado que é criado em área de várzea já começa a ser transferido para a terra firme. Por todos os esses motivos que a base da alimentação dos animais não pode faltar nesse momento”, destacou Muni.

A falta de milho se deve ao término do estoque desse grão na Companhia Nacional de Abastecimento – Conab-AM, milho que é comercializado diretamente para produtores rurais e pecuaristas através do Programa de Vendas em Balcão.

3 mil toneladas devem chegar em dois meses

O superintendente da Conab, Thomaz Meirelles, informou que já foram solicitadas de Brasília (DF) três mil toneladas de milho em caráter de urgência para o pequeno e médio criador e que a previsão é que esses grãos levem de 50 a 60 dias para chegar ao Estado.

Thomaz defende que o Amazonas tem que aumentar a capacidade de estocagem e produzir milho para se auto-sustentar, além de o milho ser uma cultura geradora de emprego e renda no campo.

“Temos gente nos campos para produzir, temos área de várzea para cultivar, tecnologia do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Amazonas (Idam), Embrapa, além de acabarmos com a dependência vamos gerar emprego nos interiores”, explicou Thomaz.

Medidas para diminuir os impactos

Como forma de termos uma diminuição na dependência de importação de milho de outros Estados, a Federação formalizou perante a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), a necessidade da implementação de um Programa de fomento a produção de milho no próprio Estado do Amazonas, principalmente a partir das tecnologias desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que demonstram a viabilidade do plantio de milho no Amazonas, tanto em várzea como em terra firme.

Além disso, a Federação pleiteia a realização de investimentos em novos armazéns para a Conab no Amazonas, para que seja aumentada a sua capacidade estática, hoje limitada a um armazém em Manaus para três mil toneladas.

1ª safra em Boca do Acre

Atualmente existe um plantio de grande porte de 100 hectares de milho plantado em terra firme, com sistema mecanizado, e com estrutura de silos e secador de grãos, fica localizado em Boca do Acre.

Nos próximos meses haverá a primeira colheita dessa área. Pela análise inicial a produtividade obtida tende a ser no patamar do que é colhido no Centro-Oeste do Brasil. 

Pesquisas da Embrapa

Dados de pesquisas realizadas na Amazônia Ocidental divulgados em meados de 2013, relatam a produtividade de novas variedades de milho em várzea amazonense de 6 toneladas por hectare e em terra firme de 5 toneladas por hectare.

Nas pesquisas com a cultura do milho, a  Embrapa Amazônia Ocidental vem selecionando variedades e híbridos mais produtivos e adaptados às condições de solo e clima do Estado do Amazonas, tanto para o cultivo em várzea quanto em terra firme,  ao avaliar os materiais em diversos locais. Estão sendo testados 42 materiais, entre  variedades e híbridos, que podem ser utilizadas como milho-verde, para consumo humano, e milho em grãos, para ração animal.

A pesquisa abre boas perspectivas para minimizar as dificuldades com o cultivo desse grão no Estado. 

Terceiro maior produtor mundial

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, totalizando 53,2 milhões de toneladas na safra 2009/2010. A primeira ideia é o cultivo do grão para atender ao consumo na mesa dos brasileiros, mas essa é a parte menor da produção. O principal destino da safra são as indústrias de rações para animais.

Cultivado em diferentes sistemas produtivos, o milho é plantado principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O grão é transformado em óleo, farinha, amido, margarina, xarope de glicose e flocos para cereais matinais.