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Degradação florestal na Amazônia Legal diminui após árduo trabalho ambiental

Linha do tempo sobre evolução na governança desde 2006, elaborada pela Abiove, registra avanços na redução do desmatamento no bioma Amazônia

Queimada e desmatamento em município do interior do Amazonas

Menor degradação florestal na Amazônia é fruto da evolução na governança ambiental, diz ABIOVE (Marcelo Cadilhe)

A informação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) de que a degradação florestal na Amazônia Legal, por exploração madeireira ou por incêndios, despencou de 24.650 Km², em 2011, para 8.634 Km², em 2012, é um forte sinal de que a governança ambiental brasileira continua melhorando, de acordo com a avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). No ano passado, pelo Sistema Degrad, do INPE, o tamanho da degradação foi o menor – 5.434 Km² - desde que o governo começou a mapear, em 2007, áreas em processo de desmatamento onde a cobertura florestal ainda não foi totalmente removida.

O sistema Degrad utiliza imagens dos satélites LANDSAT e CBERS, as mesmas produzidas para o Prodes - o programa principal do INPE para monitorar o desflorestamento no bioma Amazônia - e seu objetivo é mapear anualmente áreas de floresta degradada e com tendência a ser convertida em corte raso.

Apesar da série histórica do Degrad ser considerada pequena, o menor valor já registrado é consistente com a tendência de queda na taxa de desmatamento por corte raso verificada pelo Prodes após 2005. Segundo o INPE, é baixa a taxa de conversão da degradação florestal apontada pelo Degrad para o corte raso mapeado pelo Prodes.

“O Degrad é uma ferramenta importante para os órgãos de prevenção e combate ao desmatamento, pois permite intervenções em áreas cuja cobertura florestal ainda não foi completamente suprimida e convertida em outros usos, como pastagens e culturas agrícolas”, diz o INPE.

Os sistemas do INPE – Degrad, Prodes e Deter – têm sido reconhecidos como uma contribuição fundamental para alcançar as metas do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) pela presteza e transparência na divulgação dos seus resultados.

Os dois principais estados da Amazônia Legal conhecidos por suas atividades agrícolas e também por terem sido alvos de maiores aberturas de áreas, Mato Grosso e Pará, exibem reduções importantes na degradação florestal, segundo o Degrad. Em Mato Grosso, a degradação atingia 8.951 Km², em 2007, em relação a 2.121 Km², em 2013. No Pará, a área que sofreu degradação, em 2005, era de 3.899 Km², em relação a 1.511 Km² no ano passado.

“Essa melhora geral não caiu do céu. É fruto de evolução da governança ambiental, obtida com mecanismos de comando e controle por parte dos órgãos de prevenção e combate ao desmatamento”, diz Carlo Lovatelli, presidente da Abiove.

A entidade produziu uma linha do tempo sobre a evolução da governança ambiental no Brasil. Esta pode ser explicada como um conjunto de ações do governo, do setor privado e da sociedade civil que permitem conciliar a produção de alimentos com a conservação dos recursos naturais.