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Deputado Orlando Cidade diz que vai pedir extinção do Batalhão Ambiental ao Governo

O parlamentar acredita que o quantitativo operacional do Batalhão Ambiental é injustificado para a atuação dele. Coronel do grupamento discorda

Deputado Orlando Cidade discursando à plenária

Deputado Orlando Cidade discursando à plenária (Divulgação)

O deputado estadual Orlando Cidade (PMN) disse que iria requerer ao Governador José Melo (PROS) a extinção do Batalhão Ambiental em pronunciamento feito no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (27).

O parlamentar, que é contra a rigidez nas leis ambientais, acredita que o quantitativo operacional do Batalhão Ambiental é injustificado para a atuação dele. “Temos 130 praças e oficiais, vários barcos, várias viaturas, e o que vemos é uma atuação frágil desse batalhão, que acaba prejudicando o pobre pescador ou os fabricantes de carvão que, no Amazonas, são quase integralmente parte de empreitadas familiares”, explicou ele.

Ele defende a criação de um Batalhão Fluvial. “Não sou contra a ecologia, sou a favor da sobrevivência humana. Logo, acho que esses policiais poderiam patrulhar nossos rios, ajudar as comunidades ribeirinhas, as que moram no interior, proteger essas populações, procurar os traficantes, os ladrões, esses são bandidos, e claro, se pegarem alguém cometendo crime ambiental, que tenham poder de polícia para atuar também”, disse Orlando.

O deputado acredita que as apreensões e prisões do Batalhão Ambiental são mais prejudiciais do que assistenciais. “De uns meses para cá, eles montaram quase um plantão na Feira da Liberdade, em Manacapuru, e passaram a fazer verdadeiros arrastões de alimento, apreendendo peixe na feira. Virou moda isso. A madeira que apreendem nem é extraída aqui no Estado, nós não extraímos madeira na quantidade achada por eles”, detalhou.

Batalhão Ambiental responde

O coronel Flávio Diniz, que trabalha no Batalhão Ambiental, em resposta, diz que respeita o posicionamento do deputado, mas discorda do que ele propõe. “Com uma região tão rica em biodiversidade e detentora de um quinto da água doce do planeta, acho que deveríamos pedir por maior proteção policial para o meio ambiente, não o inverso”, disse.

Ele explica que as ações do grupamento vão além da prisão de indivíduos e apreensão de mercadorias. “Temos um importante trabalho de educação e nosso maior foco é a prevenção. Madereiras de Manacapuru nem são nosso foco, já que atuamos em diversas frentes no Amazonas. Nós temos um extensivo trabalho de combate ao desmatamento e de proteção da fauna e flora silvestres”, contou Flávio.

Ele ainda disse que o Batalhão não estava a par da proposta do deputado mas que ele espera uma notificação oficial para debatê-la e que, chegando a ocasião, a sociedade não se abstenha do assunto. “Creio que, se existe a proposta, a sociedade tem que se pronunciar sobre isso”, concluiu.