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Embrapa orienta produtores sobre o combate de lagarta que ataca plantios de mandioca em Tefé

A praga causou prejuízos atacando aproximadamente 170 hectares de plantio de mandioca em sete localidades do município de Tefé (AM), segundo maior produtor da raiz que da origem à farinha

Lagarta é identificada do gênero Spodoptera

Lagarta é identificada do gênero Spodoptera (Sepror/Divulgação)

A Secretaria de Estado de Produção Rural do Amazonas (Sepror/AM) solicitou em caráter de urgência à Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM) um parecer sobre o controle para o ataque de lagartas aos plantios de mandioca no município de Tefé (AM). O município é o segundo maior produtor de farinha de mandioca no Amazonas e vem sofrendo prejuízos com a praga. O parecer técnico da Embrapa foi encaminhado à Sepror com orientações para o controle, entre elas o uso de inseticida biológico.

As orientações no parecer técnico são dadas por pesquisadores da Embrapa Amazônia Ocidental: o pesquisador Marcos Garcia, que atua na área de Entomologia e Ecotoxicologia, e o pesquisador Miguel Dias, que trabalha com a cultura da mandioca.

De acordo com os pesquisadores, a espécie de lagartas mais comum na cultura da mandioca é conhecida como mandarová (Erinnyis ello). Porém, observando fotos enviadas pela Sepror verificou-se que a lagarta presente na mandioca na região de Tefé se assemelha a outra espécie, do gênero Spodoptera. “Espécies deste gênero não são pragas típicas da cultura da mandioca. Entretanto, estas atacam diversas culturas e, ocasionalmente podem surgir em alta infestação em cultivos de mandioca”, afirma o parecer.

Como não existe inseticida registrado para esta praga na cultura da mandioca, não é recomendado o uso de outros inseticidas químicos mesmo que seja para esta praga em outras culturas. Por isso não devem ser utilizados inseticidas não registrados para pragas da cultura da mandioca.

Os pesquisadores alertam para o alto risco de contaminação ambiental no caso de uso de inseticidas químicos (agrotóxicos) e o risco de intoxicação das pessoas que o aplicam.

O risco é maior principalmente quando não se tem as condições adequadas de equipamentos para aplicação e equipamentos de proteção individual e quando não se está treinado para tal tarefa.

Considerando esses riscos, o parecer sugere o uso de um inseticida biológico, pela possibilidade de ser aplicado com mais segurança e não afetar a saúde das pessoas. No parecer é sugerido que, como alternativa aos inseticidas químicos seja usado o inseticida biológico à base deBacillus thuringiensis, por estar registrado para controle do mandarová na cultura da mandioca.

Os pesquisadores também alertam que lagartas desfolhadoras de mandioca são pragas de difícil controle. Por isso é importante agir imediatamente ao perceber sua infestação, para evitar que se disseminem no plantio.

O parecer explica que as lagartas se alimentam das folhas e após o completo crescimento se transformam em crisálidas (pupas). Em fase de pupa elas permanecem na superfície do solo escondidas entre folhas e gravetos ou penduradas nas plantas. Em seguida as pupas eclodem como mariposas e completam o ciclo deixando seus ovos sobre as folhas da mandioca.

Como recomendação para controle da praga que afeta os cultivos de mandioca no município de Tefé, o parecer da Embrapa também orienta que seja feito o monitoramento dos plantios, com visitas periódicas pelo menos duas vezes na semana para verificar focos da praga. Ao encontrar um foco, é necessário realizar a catação manual das lagartas e pupas no solo e eliminá-las (esmagando ou queimando).

Segundo informações da Prefeitura de Tefé, a praga causou prejuízos atacando aproximadamente 170 hectares de plantio de mandioca  em sete localidades: Lago e Rio Caiambé, região do Catuá Ipixuna, Setor Agrovila, Estrada da Emade, Comunidades Icanamã, Moquental e Araratuba no rio Tefé.