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Estudo sobre raios em Manaus é publicado em periódico dos EUA

O respeitado American Journal of Climate Change publicou um artigo de pesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica que afirma que o aumento de raios na capital é derivado da urbanização da região

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Estima-se que, em Manaus, tenha havido crescimento de 50% na taxa de descargas atmosféricas nos últimos 30 anos (Victor Affonso)

Foi aceito para publicação no periódico American Journal of Climate Change o estudo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCTI) que mostra que a urbanização na região de Manaus tem relação direta com o aumento do número de raios na capital amazonense e no seu entorno. 

Estima-se que tenha havido crescimento de 50% na taxa de descargas atmosféricas na cidade nos últimos 30 anos. A taxa de descargas elétricas em Manaus é de 13,45 raios por quilômetro quadrado, por ano.

No artigo, os pesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) afirmam que o aumento de 3 graus Celsius na temperatura máxima da área urbana de Manaus em relação à temperatura encontrada na floresta amazônica ao seu redor é responsável pelo aumento dos raios.

Estudos do Elat já mostram que a urbanização tende a formar um cinturão de ar quente ao redor da região central das cidades, o que favorece o início das tempestades e, consequentemente, o surgimento de raios.

Manaus está localizada em uma das três áreas chamadas de “chaminés de raios”, que têm as maiores incidências desse fenômeno no mundo.

“Isso significa que qualquer efeito observado nessa região tem influência direta nas atividades dos raios em todo o mundo e, consequentemente, no sistema climático”, explica o pesquisador Osmar Pinto Junior, responsável pelo estudo e coordenador do grupo do Inpe.

As outras duas áreas consideradas “chaminés de raios” são a África Central e a Indonésia.

*Com informações da assessoria de comunicação do Grupo de Eletricidade Atmosférica