Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

'Força tarefa' se prepara para entrar na reserva indígena Tenharim, em Humaitá (AM)

Diversos militares, sob o comando da Polícia Federal (PF), vão em busca do paradeiro de homens desaparecidos na rodovia Transamazônica, em meio a floresta amazônica

Reunião realizada entre policiais na Prefeitura de Humaitá

Reunião realizada entre policiais na Prefeitura de Humaitá (Clovis Miranda)

Uma ‘força tarefa’ formada pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar (PM), Exército e Força Nacional se prepara para entrar na reserva indígena Tenharim, no município de Humaitá (a 600 quilômetros de Manaus), em busca do paradeiro dos três homens desaparecidos há 12 dias na região. Eles pretendem iniciar as buscas até a manhã deste sábado (28).

Até agora, não há informações oficiais sobre onde andam o funcionário da Eletrobrás Amazonas Energia, Aldeney Ribeiro; o professor de Apuí, Stef Pinheiro; e o representante comercial Luciano Freire, que foram vistos pela última vez, de carro, no quilômetro 85 da BR-230 (a Transamazônica), no Sul do Amazonas. A falta de informações, que revoltou familiares e amigos dos desaparecidos, foi o estopim de manifestações que aconteceram esta semana em Humaitá.

Liderados pelo delegado da PF de Rondônia, Carlos Manuel Gaia, os agentes das polícias Federal, Rodoviária, Militar e Exército participaram de reunião desde às 18h30 desta sexta-feira (27), na sede da Prefeitura de Humaitá, onde também estavam familiares dos desaparecidos e o prefeito da cidade.

Na noite desta sexta-feira, as autoridades resolveram se reunir no Batalhão do Exército para decidir que horas seguem para a reserva.

Conflitos

Os conflitos motivou cerca de 140 índios de várias etnias que moram na Terra Indígena de Tenharim a pedirem refúgio do Exército Brasileiro no local. A reserva Tenharim fica entre Humaitá, Apuí e Manicoré, e é cortada pela rodovia BR-230, a Transamazônica. A população acusa os índios de sequestro dos homens desaparecidos desde o dia 16 de dezembro.

Os indígenas negam as acusações e dizem que estão pagando por um crime que não cometeram.

Em Humaitá, a população está assustada e em todas as esquinas a gente encontra moradores reunidos comentando a presença da polícia e querendo saber novidades.

MPF recomenda

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) recomendou a retirada de publicações já feitas e abstenção de novas mensagens no Facebook, portais de notícia outros veículos de imprensa da região dos municípios de Humaitá, Manicoré e Apuí, no sul do Amazonas, que contenham informações com conteúdo discriminatório, preconceituoso ou que incitem a violência, o ódio e o racismo contra os povos indígenas da região, em especial o povo Tenharim. De acordo com o documento, os autores devem retirar todo o conteúdo já publicado em 24 horas.


*Com informações do repórter Adriano Silva