Ibama dá início a monitoramento aéreo no sul do Amazonas com a Operação Toruk

Órgão iniciou na semana passada uma operação para verificar se já existe desmatamento no Amazonas mesmo no período da chuva

Operação de combate a serrarias e desmatamento ilegais

Operação de combate ao desmatamento realizada pelo Ibama na região de Matupi (Bruno Kelly)

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) iniciou há uma semana uma operação aérea de monitoramento nas áreas de maior pressão de desmatamento no sul do Amazonas. A operação, desencadeada pela presidência do Ibama, também acontece no Mato Grosso, Pará e Rondônia.

A operação foi batizada de Toruk, em referência ao pássaros gigantes do filme “Avatar”, de James Cameron.

O chefe de fiscalização da superintendência do Ibama no Amazonas, Jérfferson Lobato, disse que a operação de monitoramento no sul do Estado tem o objetivo de identificar desmatamento que poderá ocorrer no período da chuva.

“Geralmente, o desmatador derruba tudo para queimar depois, na época do verão. O que estamos fazendo é trabalho de campo para ver se já há indícios de desmatamento para que evitar que o crime aconteça”, disse Lobato.

Conforme o chefe de fiscalização, a operação iniciada na semana passada também vai monitorar a situação das áreas embargadas ano passado. A intenção é verificar se atividades ilegais foram retomadas nestas áreas.

Até o momento, sobrevoos já foram realizados em áreas do município de Apuí, Canutama e Humaitá. Também estão sendo monitoradas a Terra Indígena do povo tenharim e a área do distrito do Santo Antônio do Matupi, conhecido como “180”, localizadas na rodovia Transamazônica. A operação abrangerá ainda as regiões de Novo Aripuanã, Lábrea, Boca do Acre e sul de Maués.

“Por enquanto está tranquilo. Ainda não vimos desmatamento ilegal, mas vamos continuar com a operação o ano todo”, disse.

Lobato também incentiva as pessoas informadas sobre indícios de desmatamento a entrarem em contato com o Ibama por meio do Linha Verde, que pode ser acessado pelo número 0800618080 ou pelo email dicof.amazonas@gmail.com. Não é preciso se identificar.

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