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Índio morre esfaqueado por outro da mesma etnia em Envira (AM)

O suspeito do crime teria desferido cinco golpes de faca na vítima e depois fugiu. Os dois eram da etnia Kulina, conforme a polícia. A Funai será acionada para acompanhar as investigações 

A cidade de Envira está localizada a 1.206 quilômetros de Manaus

O município de Envira fica localizado a 1.208 quilômetros da capital, na fronteira com o Estado do Acre (Divulgação/Seplan)

Um indígena identificado como Miguel Kulina, com idade entre 37 e 39 anos, foi morto após ser esfaqueado cinco vezes por outro índio da mesma etnia, Kulina, na tarde desta terça-feira (29), por volta das 13h, no município de Envira, a 1.208 quilômetros de Manaus, na fronteira com o Acre. O suspeito do crime fugiu e está sendo procurado pela polícia.

O crime ocorreu nas proximidades da Praça da Matriz, que fica no Centro da cidade, onde havia diversas pessoas. Após esfaquear Miguel, o suspeito fugiu do local. “Tudo leva a crer que foi por problema de alcoolismo. A princípio, foi uma desavença entre os dois, um desentendimento que resultou nisso”, disse delegado de Envira, Manoel Almeida.

A vítima teria falecido no local do crime e chegado sem vida na Unidade Mista de Envira, hospital local. De acordo com o delegado, já há informações prévias sobre a identidade do assassino. “Ele está praticamente identificado, só falta localizá-lo”, disse Almeida. O objeto usado para o crime, uma faca simples, não foi encontrada e pode ter sido levada pelo assassino.

Algumas pessoas prestaram depoimento na 66ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Envira, o corpo de Miguel Kulina passará por necropsia e a causa da morte será divulgada pelo hospital, conforme o delegado Almeida. “Alguns índios bebem, mas não todos. Estou aqui há cinco meses é o primeiro homicídio de índio com índio. Já teve lesões corporais, mas homicídio foi a primeira vez”, disse ele.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) será acionada pelo delegado Almeida para acompanhar as investigações. “Os servidores do hospital são os orientadores dos índios e já estiveram na delegacia. Como os índios são responsabilidade da Funai, vamos comunicá-los. Caso precisemos adentrar uma reserva indígena, por exemplo, a Funai precisa autorizar”, relatou o delegado.