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Inpa ganha prêmio com pesquisa que desenvolve inseticida e repelente para mosquitos da malária e dengue

A pesquisadora do INPA Ana Cristina da Silva Pinto foi contemplada com o prêmio Natura Campus por lançar pesquisa que usa óleos essenciais de uma planta da Amazônia como repelente

Espécie Piper aduncum, popularmente conhecida como pimenta-de-macaco

Espécie Piper aduncum, popularmente conhecida como pimenta-de-macaco (Reprodução/ Internet)

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), por meio do Programa de Capacitação Institucional (PCI), ganhou a 1ª edição do Prêmio de Ingredientes Vegetais Amazônicos, promovido pelo Programa Natura Campus com uma pesquisa que usa óleos essenciais de uma planta da Amazônia como repelente e inseticida natural no combate aos mosquitos da dengue (Aedes aegypti)  e malária (Anopheles darlingi). O prêmio, no valor de R$ 30 mil, foi lançado em setembro, mas o resultado só foi divulgado este mês e tem objetivo reconhecer e premiar pesquisadores da Amazônia que contribuem para o avanço da ciência.

A pesquisadora Ana Cristina da Silva Pinto, bolsista PCI do Inpa, desenvolveu boa parte das pesquisas sobre esses ingredientes vegetais obtendo seis formulações de repelentes a partir do óleo essencial de Piper aduncum, conhecida como pimenta-de-macaco, durante a dissertação de mestrado em Química e tese de doutorado em Biotecnologia com pesquisas sobre cultivo na Embrapa, sob orientação do pesquisador e coordenador de Tecnologia e Inovação (COTI) do Inpa, Adrian Martin Pohlit, e com a coorientação do pesquisador Wanderli Tadei, da Coordenação de Sociedade, Ambiente e Saúde (CSAS) também do Inpa.

O trabalho desenvolvido refere-se ao desenvolvimento de formulações de repelentes e inseticidas a base de óleo essencial de Piper aduncum (cultivada e coletada na Embrapa pelo pesquisador Francisco Célio Maia Chaves) e a uma substância chamada E-isodilapiol .

Ana Cristina explica que a formulação e dosagens o derivado E-isodilapiol e o óleo foram adicionados conforme dosagens estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para produtos inseticidas, tendo em vista os mesmos apresentarem baixa toxidade em camundongos e mortalidade de insetos adultos (Aedes e Anopheles) em estudos recentes do Grupo de Pesquisas de Malária e Dengue do Inpa. Ela explica ainda os estudos demonstraram que a substância e o óleo essencial “tem alta atividade” contra Plasmodium falciparum (protozoário que provoca a malária) da qual gerou a patente por meio da Coordenação de Extensão Tecnológica e Inovação (CETI) do Inpa.

“Este prêmio representa uma etapa muito importante na minha vida acadêmica e profissional, pois ter o trabalho reconhecido por uma instituição do porte da Natura é um grande incentivo para continuar desenvolvendo pesquisas dessa natureza no Inpa. Esta pesquisa rendeu duas patentes, uma já aprovada e outra que está em fase de aprovação pelo setor de Inovação do Inpa”, explica a pesquisadora ressaltando que este trabalho vem sendo desenvolvido por ela desde 2003 no Instituto com apoio do grupo de pesquisas a qual pertence com orientação e apoio dos pesquisadores Wanderli Tadei e Adrian Pohlit e do pesquisador Francisco Célio Maia Chaves (da Embrapa-AM).

Adrian Polhit também destacou a premiação. “Esse prêmio é uma grande oportunidade para Inpa mostrar este trabalho que é fruto de 10 anos de pesquisas desenvolvidas pela pesquisadora Ana Cristina sobre plantas da região e que podemos isolar substâncias químicas e dar novos usos com atividade de inseticida, repelentes, antimalárico e antioxidante, ou seja, são tentativas de desenvolver novos ingredientes com grande potencial para gerar no futuro novos produtos que podem beneficiar a população. É um grande avanço para o Inpa”, disse.

O prêmio

Nesta primeira edição do prêmio foram inscritos 30 ingredientes de pesquisadores de instituições públicas e privadas da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão). A pesquisadora Ana Cristina da Silva Pinto, bolsista do PCI/Inpa, receberá um prêmio para fomentar a continuidade de pesquisas relacionadas a ingredientes vegetais.

A avaliação das propostas submetidas foi realizada por uma banca científica mista composta por três pesquisadores da Natura e dois pesquisadores brasileiros da área de produtos naturais. Entre os critérios, foram avaliados: a quantidade de ingredientes vegetais desenvolvidos, os aspectos técnicos da pesquisa, incluindo metodologias, processos, rastreabilidade e caracterizações fitoquímicas e biológicasO vencedor foi aquele que apresentou melhores notas a partir desses critérios.

A pesquisadora

Graduada em Química pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Ana Cristina tem mestrado em Química de Produtos Naturais (Ufam) e Doutorado em Biotecnologia (Ufam). Foi docente por dois anos naquela Universidade. Ela é coordenadora de projetos com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), tem experiência na área de química e biotecnologia.

Natura Campus

O Natura Campus, criado em 2006, é o programa de relacionamento e construção de redes de colaboração da Natura com a comunidade científica com o objetivo de promover a geração de conhecimento, inovação e valor em rede. Dedicado à formação e o fortalecimento de parcerias, o programa conta com Portal na internet em que são lançados desafios, discutidos temas de ciência em blogs temáticos entre outras formas de interação

*Com informações da assessoria