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Ipaam recebe 10 quelônios por entrega voluntária

No ano passado foram registradas 53 entregas espontâneas para Gerência de Fauna do Instituto.


Animais silvestres criados em cativeiro oferecem riscos aos donos

Animais silvestres criados em cativeiro oferecem riscos aos donos (Divulgação/ Assessoria)

A população vem se conscientizando a cada dia com a ilegalidade e os riscos que animais silvestres podem ocasionar. Nesta sexta-feira (7), a equipe da Gerência de Fauna (GFAU) do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) recebeu a solicitação para buscar dez quelônios provenientes de entrega voluntária.

Os animais viviam no terreno de uma residência, no Bairro do Ouro Verde (Zona Leste de Manaus). Nove eram da espécie Jabuti Amarelo (Chelonoidis denticulata) e apenas um da espécie Iaçá (Podocnemis sextuberculata).  De acordo com a equipe de analistas ambientais, os quelônios se encontravam com deficiência nutricional decorrente da má alimentação fornecida.

Os Jabutis e o Iaçá se encontravam na propriedade há 16 anos e, por conta da falta de condições e despreparo para criar essas espécies ilegais, o dono resolveu fazer a entrega voluntária ao IPAAM.  Ambas as espécies resgatadas foram classificadas em 2012 como “quase ameaçadas” na nova Avaliação Científica do Risco de Extinção da Fauna Brasileira, sendo consideradas espécies ameaçadas como populações vulneráveis.

Os animais foram encaminhados ao Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), localizado na Rua Ministro João Gonçalves de Souza, s/nº - Km 01- Br 319, Distrito Industrial (Zona Leste de Manaus).  

No Cetas, os animais passam por uma triagem e são destinados de acordo com seu estado de recuperação, podendo ser devolvidos à natureza. Cerca de 70% dos animais resgatados voltam ao ambiente natural. Os demais permanecem em cativeiro, sendo encaminhados a criadores regularizados para este fim.

De acordo com os dados estatísticos da GFAU, no ano de 2013 foram registradas 53 entregas voluntárias pela população que, aos poucos, vem tomando consciência quanto ao porte ilegal de animais silvestres.

 “Alertamos a população que nenhuma penalidade é aplicada para quem faz entrega voluntaria ao IPAAM”, disse a médica veterinária Sandra Denize Maia, que também alertou quanto ao que ocorre com quem compra animais silvestres.

“É importante esclarecer a população que a compra de animais silvestres é ilegal e acarreta uma série de penalidades, pois se o indivíduo compra, ele estará fomentando a ilegalidade. Mas se, por exemplo, a pessoa presenciar alguém vendendo esses animais, pode denunciá-lo perante os órgãos competentes. Não compre, e nem alimente o tráfico de animais silvestres”, ressaltou Sandra.

Na Amazônia, as espécies do gênero Podocnemis (da família Podocnemididae) são as mais exploradas pelo comércio ilegal da carne e ovos, além de serem consumidas pela população ribeirinha como fonte de alimento.

O IPAAM tem esclarecido a população quanto à criação, riscos e as punições para quem mantém ilegalmente animais da fauna nativa protegidos por Lei.

Penalidades

De acordo com a LEI N° 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 (Lei de crimes ambientais) é passível de sanções penais e administrativas as condutas e atividades lesivas ao meio ambiente (art. 32).

Praticar ato de abuso e maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, é punido com pena-detenção de três meses a um ano, e multa que varia de R$500,00 a R$3.00,00 por indivíduo. 

Segundo a mesma Lei, “quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente (art 29, § 1º, inciso III) também está sujeito a estas penalidades.

Perigo para animais e criador

Ter animais silvestres em casa pode gerar uma série de problemas à saúde tanto de quem cria quanto do próprio animal, já que não se sabe muito bem quais as necessidades nutricionais de todos os animais. Às vezes, a alimentação que é oferecida não supre completamente essas necessidades e o animal pode adoecer e até morrer. Também filhotes separados de sua mãe, muito cedo, podem não conseguir sobreviver.

Para as pessoas, o risco que correm é de acidentes como mordidas e bicadas. “Geralmente os animais bicam ou mordem, por brincadeira, e isto pode causar sérias infecções”, alertou a veterinária Sandra.

Ainda de acordo com a veterinária do IPAAM, os animais selvagens não são acostumados com pessoas e eles podem se tornar agressivos. Além do mais, retirados da natureza podem carregar uma série de doenças perigosas e potencialmente fatais ao ser humano, como tuberculose, brucelose, meningite e algumas outras que ainda nem são conhecidas pela medicina.

*Com informações da assessoria