Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Justiça Federal decreta prisão preventiva dos cinco índios tenharim

Parecer emitido pelo Ministério Público Federal solicitando conversão de prisão temporária em preventiva foi atendido. Indígenas são suspeitos de envolvimento na morte de três trabalhadores em Humaitá, Sul do Amazonas. 

Força tarefa investiga há um mês desaparecimento de homens na rodovia Transamazônica

Força tarefa investiga há um mês desaparecimento de homens na rodovia Transamazônica (Clovis Miranda)

A Justiça Federal do Amazonas decretou a conversão da prisão temporária em prisão preventiva dos cinco índios presos por suspeita de envolvimento na morte de três trabalhadores na aldeia Tenharim-Marmelos, no município de Humaitá, Sul do Amazonas. A decisão, expedida no último dia 28 de março, foi divulgada nesta segunda-feira (31) pelo site Amazônia Real.

No dia 28, após o Ministério Público Federal (MPF) reanalisar processo da Polícia Federal de Rondônia sobre o caso, o órgão se manifestou pela conversão das prisões em preventiva. A assessoria do órgão e a Justiça Federal não informaram quais motivos levaram a conversão.

Segundo o Amazônia Real, o parecer do MPF foi emitido pela procuradora Juliana câmara, o qual foi atendido pelo juiz Márcio André Lopes Cavalcante, responsável pela 2ª Vara Federal, conforme informações do Ministério Público.

Gilvan Tenharim, Gilson Tenharim, Domiceno Tenharim, Valdinar Tenharim e Simeão Tenharim estão presos desde o dia 30 de janeiro no Centro de Ressocialização do Vale do Guaporé, em Porto Velho (RO).

No dia 27 de fevereiro, os índios tiveram a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias, prazo máximo que pode durar este regime de reclusão. Após a conclusão do inquérito, o delegado Arcelino Damasceno, da Polícia Federal de Rondônia, já havia solicitado que os mesmos ficassem detidos em prisão preventiva. O pedido foi analisado e negado, em princípio. Semanas depois, referendado pelo MPF, foi acatado pela Justiça.

Corpos

Os corpos dos três homens foram encontrados no dia 3 de fevereiro na terra indígena Tenharim-Marmelos, num local que fica a 137 quilômetros da sede de Humaitá . Os homens estavam desaparecidos desde o dia 16 de dezembro. Eles sumiram durante viagem de carro pela rodovia Transamazônica. Na ocasião, os cadáveres foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Porto Velho, sendo enterrados nas cidades onde vivem os parentes.

Prisões

As prisões dos cinco índios ocorreram durante a grande operação força-tarefa no dia 30 de janeiro, que contou com apoio de helicópteros e a presença do superintendente da PF de Rondônia, na região da aldeia Tracuá, na reserva indígena Tenharim-Marmelos, em Manicoré, no Amazonas. As prisões foram o resultado de uma série de depoimentos coletados pela força-tarefa com índios Tenharim e Jiahui para elucidar o crime.