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Liberdade de índios Tenharim deve ser decidida até a próxima segunda-feira (28)

Os cinco índios presos são acusados de participação nas mortes de três homens que viajavam pela rodovia Transamazônica, no Sul do Amazonas, em dezembro de 2013, ao cruzarem trecho da reserva indígena

Trabalho dos militares que buscam pistas de desaparecidos

Trabalho dos militares que buscam pistas de desaparecidos (Clovis Miranda)

A liberdade dos cinco índios presos suspeitos de participarem dos assassinatos de Stef Pinheiro de Souza, 43, Luciano Ferreira Freire, 30, e Aldeney Ribeiro Salvador, 40, em dezembro de 2013, em Humaitá, Sul do Amazonas, deverá ser decidida até a próxima segunda-feira (30), garante o procurador Edmilson de Costa Barreiros Júnior, do 2º ofício do Ministério Público Federal (MPF), em Manaus, que está responsável pelo caso.

Na segunda-feira é quando acaba o prazo para o MPF/AM concluir o inquérito e solicitar à Justiça Federal se converte a prisão preventiva temporária em prisão preventiva ou pede a soltura dos índios, presos há dois meses.


Procurador do MPF/AM Edmilson Barreiros

Gilvan Tenharim, Gilson Tenharim, Domiceno Tenharim, Valdinar Tenharim e Simeão Tenharim estão presos desde o dia 30 de janeiro no Centro de Ressocialização do Vale do Guaporé, em Porto Velho (RO). No dia 27 de fevereiro, os índios tiveram a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias, prazo máximo que pode durar este regime de reclusão. Após a conclusão do inquérito, o delegado Alexandre Alves da Polícia Federal de Rondônia solicitou que os mesmos ficassem detidos em prisão preventiva.

Segundo o procurador do MPF, Edmilson Barreiros, o órgão ainda não definiu o regime de prisão para o grupo. “Encontramos erros em algumas diligências no inquérito enviado pela Polícia Federal e o enviamos de volta para correção. Só teremos alguma resposta sobre prisão ou soltura até segunda-feira”, informou Barreiros. O procurador também disse que por se tratar de segredo de justiça, os erros encontrados em diligências não poderão ser divulgados à imprensa.

A reportagem tentou entrar em contato com o delegado Alexandre Alves, porém o mesmo não atendeu as ligações. Alves também não foi encontrado na delegacia em que é locado, no município de Ji-Paraná, em Rondônia.

O inquérito foi instaurado dia 19 de dezembro e logo após o delegado Alexandre Alves que assumiu o caso dia 27 de dezembro, coordenou as investigações onde mais de 100 pessoas foram ouvidas pela Polícia Federal.    

Corpos

Os corpos dos três homens foram encontrados no dia 3 de fevereiro na aldeia indígena Tenharim-Marmelos, no município de Humaitá (a 137 quilômetros de Manaus). Os homens estavam desaparecidos desde o dia 16 de dezembro quando viajavam de carro pela rodovia Transamazônica. Na ocasião, os cadáveres foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Porto Velho, sendo enterrados nas cidades onde vivem os parentes.


Os três corpos encontrados estavam enterrados em uma única vala e possuíam características de execução por arma de fogo. A informação foi confirmada pelo oficial que integra o Policiamento do Estado do Amazonas (CPE-AM), tenente Paulo Sérgio Cordeiro.


Prisões

As prisões dos cinco índios ocorreram durante a grande operação força-tarefa no dia 30 de janeiro, que contou com apoio de helicópteros e a presença do superintendente da PF de Rondônia, na região da aldeia Tracuá, na reserva indígena Tenharim-Marmelos, em Manicoré, no Amazonas. As prisões foram o resultado de uma série de depoimentos coletados pela força-tarefa com índios Tenharim e Jiahui para elucidar o crime.