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MEC discute criação de uma universidade indígena brasileira

Indígenas querem a implantação de uma universidade intercultural que já funciona em países como Bolívia, México e Estados Unidos

Um grupo de trabalho dentro do Ministério da Educação (MEC) começou a discutir em março a criação de uma instituição de educação superior intercultural indígena. O grupo é formado por seis representantes indígenas, seis de instituições e quatro do MEC. Segundo o ministério, a tarefa da equipe será gerar o melhor desenho de como trabalhar os saberes indígenas. A portaria que institui o grupo de trabalho foi publicada nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial da União.

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Macaé Evaristo, vai coordenar o grupo de trabalho. De acordo com o MEC, a tarefa do grupo será não simplesmente levar o índio para uma universidade, mas pensar em como construir, no país, dentro das universidades públicas, uma rede que dê conta de tratar das questões indígenas nas diferentes áreas.

Deverão ser levados em consideração as diferenças étnicas dos povos, o acúmulo de conhecimentos e as distâncias territoriais. O Censo de 2010 mostra que quase 0,5% da população brasileira é indígena. São 896,9 mil indíviduos de 305 etnias. Eles são responsáveis por 274 idiomas falados em território nacional.

A reunião de março vai definir a agenda e um calendário de atividades do grupo de trabalho. Ao longo das discussões, haverá encontros com pesquisadores da temática indígena e com líderes dos povos e será avaliada a possibilidade da realização de um seminário internacional sobre o tema.

Deverão ser convidados representantes de países como a Bolívia, que tem cinco universidades de povos indígenas e 22 cursos; da Nicarágua, que tem duas universidades e dez cursos; do México, que conta com oito universidades e 49 cursos, e dos Estados Unidos, onde há duas universidades.