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MPF/AM denuncia seis índios pelo assassinato de três homens na Transamazônica

Os denunciados vão responder por triplo homicídio duplamente qualificado, sendo que quatro deles também serão julgados por ocultação de cadáver

Trabalho dos militares que buscam pistas de desaparecidos

Trabalho dos militares que buscam pistas de desaparecidos (Clovis Miranda)

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) denunciou seis índios Tenharim acusados de assassinarem de Stef Pinheiro de Sousa, 43, Luciano Ferreira Freire, 30, e Aldeney Ribeiro Salvador, 40, em dezembro de 2013, no interior da terra indígena Tenharim-Marmelos, localizada no município de Humaitá (590 quilômetros de distância de Manaus em linha reta), sul do Amazonas.

De acordo com a ação penal entregue nesta quarta-feira (30) à Justiça Federal, os seis denunciados vão responder por triplo homicídio duplamente qualificado e quatro deles também serão julgados por ocultação de cadáver. Todos são indígenas da etnia Tenharim.

O desaparecimento dos homens provocou uma série de protestos da população da cidade no dia 25 de dezembro, quando destruíram prédios e bens públicos ligados aos povos indígenas e também de benfeitorias existentes na terra indígena. Na ocasião, o MPF recorreu à Justiça para garantir proteção à terra indígena e obteve decisão favorável.

Circunstâncias da morte

O professor Steff Pinheiro de Souza, o representante comercial Luciano Ferreira Freire e o funcionário da Eletrobrás Amazonas Energia Aldeney Ribeiro Salvador faziam uma viagem de rotina pela rodovia no dia 16 de dezembro de 2013, em um Gol preto, quando desapareceram no trecho da rodovia que corta a terra indígena Tenharim, onde os índios cobram pedágio para veículos passarem.

As famílias levaram o caso às autoridades policiais, que iniciaram uma mega operação de buscas, comandada pela Polícia Federal, com apoio da Força Nacional, Exército, Polícia Militar e Polícia Civil dos estados do Amazonas e Rondônia.

As investigações concluíram que as vítimas foram seqüestradas assassinadas a tiros no dia 16 de dezembro de 2013, ainda dentro do veículo no qual seguiam em viagem pela Rodovia Transamazônica (BR-230) com destino ao município de Apuí. O veículo foi incendiado. Os corpos foram ocultados por parte dos denunciados e só foram encontrados no dia 3 de fevereiro de 2014.

Segundo a polícia, os três corpos estavam enterrados em uma única vala e possuíam características de execução por arma de fogo e foram encontrados pelo cão Horus, do canil da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).

Os corpos dos três trabalhadores foram sepultados pelos familiares no dia 6 de fevereiro, em Manaus, Apuí e Humaitá.

Índios presos

Os índios, que estão presos preventivamente desde o final de janeiro, são acusados de seqüestrarem e matem os homens a tiros e depois queimarem o carro usado por eles. As motivações do crime ainda não foram esclarecidos.

No final de março, o MPF/AM pediu a manutenção da prisão preventiva durante toda a tramitação do processo para cinco dos seis denunciados que já estão presos e solicitou ainda a instauração de um novo inquérito para apurar a participação de mais pessoas no crime. A ação aguarda recebimento na Justiça Federal e tramita sob segredo de Justiça.

*Com informações da assessoria