Madeira apreendida no sul do Amazonas seria destinada a Minas Gerais e São Paulo

Apreensão aconteceu no último dia 24, durante operação do Ibama na Transamazônica. Operação não tem data para acabar

Madeira serrada apreendida nesta semana na Transamazônica, no sul do Amazonas, pelo Ibama

Madeira serrada apreendida nesta semana na Transamazônica, no sul do Amazonas, pelo Ibama (Divulgação/Ibama)

A maior parte da carga ilegal de madeira serrada apreendida no sul do Amazonas nesta semana iria para o Estado de Minas Gerais, segundo informações da chefia de fiscalização do Ibama.

Um total de 185 metros cúbicos de madeira foi apreendido no último dia 24 pelo Ibama, na BR-230 (Transamazônica).

Deste carregamento, 85 metros cúbicos seriam destinados ao polo madeireiro de Minas Gerais e 37 metros cúbicos ao polo de São Paulo. Os 63  restantes iriam para o município de Humaitá (AM).

Foi aplicada uma multa de R$ 111 mil aos donos das serrarias e às empresas transportadoras que estavam vendendo.

Uma variedade de espécies foi apreendida, tais como cedrinho, sucupira, tauari, orelha de macaco, piquiá, cedro-mara e itaúba.

A madeira serrada e seis caminhões foram apreendidos em uma barreira instalada no KM-180. O laudo da apreensão foi concluído nesta sexta-feira (27).

Segundo o Ibama, a carga estava em desconformidade com o Documento de Origem Florestal (DOF), apresentando volumetria diferente ou espécies diferentes da declarada no documento.

No mês passado, o Ibama apreendeu em uma empresa do município de Rio Pomba (MG) 2,2 mil metros cúbicos de madeira serrada originária da Amazônia.

Informações da fiscalização do Ibama em Minas Gerais, o polo madeireiro de Minas Gerais, concentrado nos municípios de Ubá, Rio Pomba e Piraúba, consome anualmente em média 20 mil metros cúbicos de madeira nativa da Amazônia, valor considerado muito expressivo.

Segundo Jérffeson Lobato, chefe de fiscalização do Ibama (AM), a operação contra o desmatamento no sul do Amazonas vai continuar.

Ele afirmou que com a chegada da estiagem e a diminuição das nuvens, será mais fácil observar e identificar os polígonos do desmatamento.




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