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Tendas em Belém comercializam produtos com o gosto e costume da região

O tradicional mercado da capital paraense está em reforma, mas nas tendas localizadas do lado de fora é possível encontrar todo tipo de produto regional

  • Porções para atrair o homem amado são tradicionais, além da cerâmica marajoara e tucupi
    FOTO: Euzivaldo Queiroz
  • Porções para atrair o homem amado são tradicionais, além da cerâmica marajoara e tucupi
    FOTO: Euzivaldo Queiroz
  • Porções para atrair o homem amado são tradicionais, além da cerâmica marajoara e tucupi
    FOTO: Euzivaldo Queiroz
  • Porções para atrair o homem amado são tradicionais, além da cerâmica marajoara e tucupi
    FOTO: Euzivaldo Queiroz

Um passeio pelo mercado Ver-o-Peso, em Belém, é uma verdadeira aula de Amazônia. Nas tendas montadas do lado de fora da construção centenária, que está passando por reformas, é possível o turista experimentar a culinária, comprar alimentos típicos da região, conhecer as crenças populares, descobrir a força dos saberes popular e ainda ver a beleza do artesanato marajoara, feito agora no distrito de Icoaraci, a 20 minutos de Belém.

Na bancas de alimentos é ponto de parada obrigatória experimentar uma de três opções para estômagos fortes e espíritos aventureiros: maniçoba, a feijoada paraense feita a partir da maniva; o tacacá mais encorpado que o feito em Manaus, ou uma cuia de açaí, sem açúcar e com farinha. “Só come quem pode”, diz a vendedora Paula.

 Caminhando um pouquinho adiante podemos cruzar com gente de sorriso fácil, como Nelson, Paula ou Dora. Nelson e Paula vendem peças do artesanato marajoara. Ela explica que as peças não são mais produzidas na Ilha de Marajó, que fica a três horas de viagem de Belém. “Agora lá só tem o museu da cerâmica; é muito bonito, mas a produção hoje é feita aqui mesmo, mas dentro dos padrões milenares”, diz Paula, lembrando que o respeito à tradição foi documentado e as técnicas foram descritas em diversos livros de pesquisadores das universidades paraenses.

 Paula também vende potes, um equipamento que muitos sequer desconfiam a utilidade nos dias atuais. Mas ao contrário da serventia tradicional, de armazenar água em locais onde o abastecimento não existe, os potes vendidos por Paula são exclusivos para uma brincadeira muito popular no ciclo de festas juninas de Belém. “É o quebra-pote, eles são cheios de trigo ou bom-bons e durante o festejo são quebrados para animar a brincadeira”, conta.

Nelson também comercializa artesanato marajoara, mas o que chama atenção na banca dele são os cofres com figuras de animais, como porcos e corujas. O porco maior custa R$ 50 e, conforme Nelson, suporta até seis mil moedas de R$ 1, mas até hoje ele não tem conhecimento de alguém que tenha esperado para usar toda a capacidade do “porcofre”. “Quando chega no meio o pessoal quebra para gastar o dinheiro”, diz, divertindo-se com a figura.

Agora impagável mesmo é o passeio pela “ala” das poções, cremes e loções feitas pela turma da feitiçaria amazônica. Há perfumes feitos a partir da essência de órgãos sexuais de botos e bôtas, feitos de plantas e outros cuja receita as vendedoras não entregam. Se o visitante tiver sorte, pode ter uma aula com Dora, uma das mais antigas vendedoras do Ver-o-peso. “Aqui é o seguinte, você compra o perfume da bota, se é mulher passa na b... se for homem passa no c.... Não tem erro, o homem amado vem na hora”, garante. Outro item que chama atenção na banca dela é a Água de Chama, um vegetal cujo poder é “chamar” boas energias, sorte, paz e até a pessoa amada. “Só não pode dizer o que tem misturado com a chama”, diz Dora.