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Chuvas e trovoadas são previstas duas horas antes no AM

Radares meteorológicos alertam órgãos de defesa civil, que ganham um tempo extra para preparar toda a população


Mapa que orientou a Defesa Civil do Estado sobre a chuva que se formou nas imediações de Manaus na última quinta-feira e deu duas horas para órgão agir

Mapa que orientou a Defesa Civil do Estado sobre a chuva que se formou nas imediações de Manaus na última quinta-feira e deu duas horas para órgão agir (Reprodução)

As peculiaridades do clima na Amazônia, onde mesmo enfrentado um dia ensolarado o amazonense precisa estar preparado para encarar uma forte chuva, faz com que os órgãos públicos responsáveis pela prevenção de desastres estejam sempre preparados para atender a população.

O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), por exemplo, emite alertas para as Defesas Civis Municipal e Estadual com duas horas de antecedência toda vez que uma chuva se aproxima. Mas o que é possível fazer durante esse tempo para evitar acidentes?

Segundo o capitão da Defesa Civil Municipal, Aníbal Gomes, o órgão tem trabalhado com a divulgação dos alertas para a população nas redes sociais e isso tem trazido um retorno muito positivo, pois a população tem conseguido se preparar melhor. Além disso, o capitão explica que as equipes da defesa civil ficam em alerta para atender as ocorrências e comunicam 21 comunidades de Manaus e região metropolitana que receberam treinamento para ajudar em qualquer eventualidade.

Para o capitão o diferencial do trabalho da defesa civil tem sido estar em contato direto com a população através de treinamentos de capacitação de prevenção de desastre.

De acordo Aníbal Gomes, o tempo de resposta dos órgãos melhorou bastante ao longo do tempo. “Hoje nós temos mapeado os locais que mais apresentam alagação e deslizamento, portanto, podemos atender a população mais rápido”, acrescentou.

O capitão diz que os bairros do Mauazinho, na Zona Leste, e Gilberto Mestrinho, na Zona Norte, são alguns dos locais que mais apresentam problemas e portanto, precisam de atenção.

Serviço vai ser ampliado

O subsecretário da Defesa Civil Estadual, Hermógenes Rabelo, explica que o Estado tem cinco coordenadorias espalhadas pelos municípios de Tabatinga, Tefé, Parintins, Guajará e na Região Metropolitana. “A defesa civil vai instalar em outros municípios coordenadorias e assim vai ajudar ainda mais a população”, acrescentou o subsecretário.

De acordo com a chefe de gabinete do Sipam, Ruth Lessa, os alertas são boletins enviados com até duas horas de antecedência. Acima desse período de tempo chamamos avisos ou comunicados. Existem, entretanto, sistemas de tempo severo que se desenvolvem, amadurecem e dissipam em período inferior a duas horas, como os tornados e alguns tipos de tempestades e, portanto, não tem como alertar sua ocorrência com período mais longo, como seria desejável. Ainda de acordo com Ruth Lessa o procedimento adotado pelo órgão é o de monitorar as nuvens com potencial desenvolvimento desses fenômenos, o que é feito através das imagens dos radares meteorológicos e/ou imagens de satélite.

Rede do Sipam tem 11 radares

O Sipam dispõe de uma rede de 11 radares meteorológicos espalhados na Amazônia Legal. De acordo com a chefe de gabinete do Sipam, Ruth Lessa o órgão está no mesmo nível dos centros mais avançados, pois utiliza os mesmos produtos. Segundo o capitão da defesa civil municipal o órgão está com o projeto de enviar sms para as pessoas que se cadastrarem no site e quiserem receber os alertas de chuvas emitido pelo Sipam. O projeto está sendo avaliado, mas o capitão lembra que cidades como Rio de Janeiro e Brasilia já disponibilizam esse serviço.