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Derrubada ilegal de árvores na reserva de Uatumã é denunciada

Proprietário diz que sete árvores já foram cortadas, mas RDS diz que em algumas acontece manejo

Polícia chegou a ser chamada e encontrou toras de madeiras cortadas na mata

Polícia chegou a ser chamada e encontrou toras de madeiras cortadas na mata (Divulgação)

A derrubada de sete árvores na Fazenda São João, mais conhecida como Castanhal do Maceió, foi denunciada ontem pelo proprietário da área, situada dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Uatumã (a 245 quilômetros de Manaus). Sebastião Batista, que diz ser dono de uma área dentro da RDS, tentou fazer denúncia à polícia, mas na delegacia não havia delegado.

O chefe da Unidade de Conservação do Uatumã, Cristiano Gonçalves, prometeu averiguar a denúncia, sob a justificativa de que em área próxima, na comunidade do Livramento, há autorização para manejo florestal.

Ao informar que sua área está dentro da reserva e por isso pode estar incluída no manejo indevidamente, Batista lamentou o desmate. Segundo ele, além das sete árvores, de espécies que ele ainda não conseguiu identificar, há outras que estariam marcada também para ser abatidas. “Fiz um boletim de ocorrência na delegacia, mas como não havia delegado, não adiantou nada”, reclamou, revelando ter documento comprovando a posse do terreno.

MANEJO

Já o chefe da unidade de conservação da RDS, Cristiano Gonçalves, disse que irá averiguar a denúncia porque dependendo da área, há autorização para manejo florestal na reserva. Segundo ele, como a fazenda está próxima da comunidade do Livramento, onde há autorização para a derrubada de algumas árvores, é possível que o proprietário esteja equivocado.

Cristiano revelou que em sete comunidades das 20 existentes na RDS há autorização para a derrubada de algumas árvores, isso depois de estudos realizados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), órgão responsável pela autorização. Isso acontece para complementação da renda familiar e está restrito a algumas áreas.

Entre as comunidades que receberam autorização para esta atividade estão a Bom Jesus, Leandro Grande e Santa Luzia do Caranatuba. No início do ano que vem poderão fazer o mesmo os moradores de Jacarequara, Livramento, Serra do Jacamim e Manain.

O abate das árvores acontece também para a construção de casas para os próprios moradores, disse Cristiano, destacando que desde a instituição da RDS, em 2004, a vida das comunidades melhorou.

Além da proteção dos recursos naturais, eles podem retirar da natureza, de acordo com a necessidade e após a realização de estudos especializados, o que precisam para a sobrevivência.

Segundo Cristiano, a pressão de invasores tanto para a pesca quanto para a exploração de recursos naturais tem diminuído por conta da fiscalização e da vigilância da própria comunidade, por isso prometeu investigar a denúncia do desmate e tomar as providências que estiverem sob a sua responsabilidade.