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Exportação da piracatinga do AM para Colômbia deve ser suspensa

Para reduzir a matança de botos usados como isca, ONG pede à Colômbia suspensão de compra de pescado da AM

Campanha esclarecendo a necessidade de proteção ao boto cor-de-rosa foi realiza na Ponta Negra, no final de semana. Animal serve de isca para pescadores

Campanha esclarecendo a necessidade de proteção ao boto cor-de-rosa foi realiza na Ponta Negra, no final de semana. Animal serve de isca para pescadores (Márcio Silva - 27/07/2014)

A Organização Não-Govenamental (ONG) World Animal Protection pediu esta semana ao governo colombiano para que suspenda a importação da piracatinga brasileira para, desse modo, evitar a matança do boto cor-de-rosa na região Amazônica. A justificativa da ONG é baseada no aumento do consumo desse peixe na Colômbia, nesta década, o que contribui para a captura e morte do boto em 10% ao ano, cuja carne é usada como isca para pesca da piracatinga.

O pedido foi dirigido à ministra das Relações Exteriores do país vizinho, Maria Ângela Holguin Cuellar, e pode ser acessado pelos internautas no site da ONG (http://www.worldanimalprotection.org.br/noticias/2014/a-vida-dos-botos-cor-de-rosa-nas-maos-da-colombia.aspx), onde o cidadão também é convidado a assinar uma petição de apoio para que a Colômbia boicote o consumo da piracatinga visando à proteção dos botos.

A meta é chegar a 50 mil assinaturas. Desde que a campanha foi criada, no último dia 11, 7.322 pessoas assinaram o documento, online, até 09h30 da manhã de ontem. A World Animal Protection pede ainda que os internautas compartilhem a petição.

Crueldade

Na carta à ministra colombiana, a ONG explicou que o boto cor-de-rosa vem sendo caçado e morto de forma cruel apenas para que os pescadores possam usar sua carne como isca para a piracatinga. “Um peixe exportado principalmente para a Colômbia e vendido enganosamente como capaz ou capacete – uma outra espécie. Sem saber, o consumidor colombiano está promovendo indiretamente a matança de botos na Amazônia”, conforme trecho da carta.

A World Animal Protection informou também que o governo brasileiro deu o primeiro passo para colocar fim à caça ilegal dos botos. “A partir de janeiro de 2015, a pesca e a comercialização da piracatinga está proibida por cinco anos em todo o território brasileiro. Mas sabemos que isso não é suficiente e que esse peixe pode continuar sendo vendido ilegalmente para a Colômbia”, informou a ONG em outro trecho, ressaltando a necessidade de suspensão do comércio da piracatinga na Colômbia, em sintonia com a medida adotada pelo lado brasileiro.

No portal da organização, é enfatizado ainda que a pesca do boto é ilegal no Brasil há 27 anos e que é preciso realizar fiscalizações rigorosas e constantes em frigoríficos e fronteiras para assegurar que a piracatinga deixe de ser exportada.

Sofrimento

Na campanha da World Animal Protection, a ONG ressalta que a caça ao boto é extremamente cruel. “Os animais são presos nas redes e arpoados até a morte. Outro método é ferir o animal com o arpão e amarrá-lo pela cauda a um tronco de árvore, até que o pescador precise utilizá-lo como isca. Nestes casos, os botos podem demorar vários dias para morrer, lutando para se libertar, com fome e extremo sofrimento”. Posteriormente, a carne em decomposição é colocada em caixas de madeira chamadas de curral, atraindo uma grande quantidade de piracatinga. O peixe então é capturado nessas caixas e retirado à mão pelos pescadores, ainda segundo o site. A matança dos botos foi mostrada em diversas reportagens, inclusive em emissoras nacionais de TV.

Lutas

Há mais de 50 anos, a ONG vem atuando na proteção e defesa dos animais em todo o mundo. No Brasil, começou a atuar em 1989, quando apoiou organizações de Santa Catarina na luta contra a Farra do Boi, divulgando essa prática.