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Isolamento piora a situação em Apuí e Humaitá

Isolamento dos municípios por conta da enchente coloca em risco a população afetada pelo Rio Madeira

Humaitá foi afetada porque o porto foi interditado pela Marinha e a BR-319 tem trecho submerso pelas águas do Madeira

Humaitá foi afetada porque o porto foi interditado pela Marinha e a BR-319 tem trecho submerso pelas águas do Madeira (Antonio Lima)

As populações dos Municípios de Humaitá (a 600 quilômetros de Manaus) e Apuí (a 220 quilômetros) estão cada dia mais isoladas devido os estragos provocados pela enchente, principalmente do rio Madeira.

Segundo o empresário Raolin Magalhães, 24, morador de Humaitá, a BR-319 que liga a cidade a Porto Velho (RO) está interditada próximo à capital rondoniense. A água transbordou a pista e a Polícia Rodoviária Federal não está permitindo que os condutores de veículos se arrisquem na “travessia”. “Vereadores que estavam em Porto Velho não conseguiram chegar para a sessão de abertura da Câmara na última semana. Esse isolamento nos prejudica porque a maioria dos problemas nós preferimos resolver em Porto Velho”, relata Raolin.

O comercio está sentindo porque não tem como receber nem mercadoria nem combustível, que também é oriundo de Porto Velho. O terminal hidroviário (porto) de Humaitá foi interditado pela Marinha por estar correndo risco de desmoronamento devido a força das águas que trazem galhos e toras de madeira.

Outro município isolado é Apuí. Caiu um barranco e abriu uma cratera na BR-230 (Transamazônica) no trecho entre Humaitá e Apuí. O aeroporto da cidade também foi atingido pelas águas e não está operando.

O secretário da Defesa Civil do Estado, Roberto Rocha, disse que está ciente do alto nível da enchente no rio Madeira que estão isolando as populações do Sul do Amazonas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) interditou, por conta da enchente, a balsa que realiza a travessia na BR-319, saída para Humaitá. A empresa responsável pela construção da ponte sobre o rio está fazendo um serviço de elevação da pista para garantir pelo menos parte da trafegabilidade. Muitas pessoas que precisam atravessar o rio estão utilizando pequenas embarcações, e pagando valores acima do convencional.

Roberto Rocha informou que encontrou-se com o prefeito de Humaitá, José Cidinei Lobo do Nascimento (PMDB), depois da Defesa Civil mandar um alerta máximo sobre a situação do Município, diante dos números elevados da enchente.

“Humaitá está em alerta máximo. O prefeito está fazendo um levantamento sobre a situação e só depois é que nós entramos em ação. Sabemos que Humaitá ultrapassou a cota de transbordamento, e a qualquer momento será decretado estado de emergência mas a primeira decisão é do Município. O Estado está monitorando não apenas Humaitá, mas todos os locais em situação de risco” esclarece o secretário.

Ele lembra que em 2012 vivenciou a mesma situação quando o município de Apuí ficou isolado e uma força-tarefa, com a participação do Exército Brasileiro socorreu os moradores. “Tivemos que nos deslocar de avião até um ponto estratégico e lá, atendemos mais de 300 famílias com deslocamento, alimentação, atendimento de primeiros socorros entre outros. Essas são regiões de difícil acesso, mas estamos preparados”, adianta Roberto Rocha.

Porto Velho em risco

De acordo com informação do Ministério da Integração Nacional, o Estado de Rondônia passa pela maior cheia de toda a história do rio Madeira, que tem subido 20 centímetros em média por dia. Na capital Porto Velho e nos distritos de São Sebastião, Calama e Nazaré, mais de 850 famílias tiveram que deixar suas casas por causa da enchente.