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Ordem de serviço para dragagem do rio Madeira é assinada

A empresa Petcon, responsável pela operação, venceu o pregão ocorrido em setembro do ano passado e receberá R$ 6.398,205 para dragar o rio Madeira

Vista aérea do rio Madeira, no Sul do Amazonas, um dos tributários da margem direita da Bacia Amazônica

Vista aérea do rio Madeira, que atravessa os Estados de Rondônia e Amazonas (Luiz Vasconcelos)

Após seis anos a instrução de serviço, contrato e ordem de serviço para a dragagem do rio Madeira, entre a cidade de Porto Velho (RO) e sua foz no rio Amazonas, foi assinada nesta sexta-feira (22), entre a Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental (Ahimoc) e a empresa Petcon, responsável pelo serviço.

A assinatura ocorreu na sede da Ahimoc, no Centro de Manaus, e contou com a participação do presidente do Sindicato das Empresas de Navegação no Estado do Amazonas (Sindarma), Claudomiro Carvalho, além de administradores dos portos e entidades ligados ao setor.

De acordo com o superintendente da Ahimoc, Sabá Reis, há seis anos a instituição luta pela assinatura da ordem de serviço para a dragagem do rio Madeira. Segundo ele, há seis meses a Ahimoc não coloca em prática a operação de dragagem naquela região.

“Após a assinatura o contrato entra em operação a partir do dia 15 de julho e poderá ser acompanhado pelos prefeitos  e todos os moradores da região do rio Madeira”, informou ele, salientando que há pelo menos sete portos no entorno do referido rio.

O sócio da empresa Petcon, Gustavo Lontra, informou que o estudo de viabilidade técnica e ambiental já foi concluído e a antecipação da assinatura da ordem do serviço permitirá que a dragagem seja feita durante todo o período da vazante do rio.

“Esta é um notícia muito positiva, porque vamos iniciar o trabalho no período certo, ou seja, quando o rio estiver baixando. Com isso, colocamos o material para desobstrução e o próprio rio retira o excesso de objetos que dificultam o transporte marítimo”, explicou.

Para o presidente do Sindarma, Claudomiro Carvalho, o balizamento trará ganhos para economia local e vai dar impulso no transporte marítimo. Segundo ele, pelo menos 500 embarcações, entre balsas e empurradores, utilizam o Madeira para transportar combustível, grãos, carretas, passageiros e outras cargas em geral.

Na época da seca, quando o rio está baixo, muitas empresas reduzem em 40% a capacidade de armazenamento da balsa porque o rio não tem ‘calado’ suficiente para a embarcação passar em alguns canais, onerando os custos do transporte.

“Com a dragagem vai melhorar sobremaneira a passagem”, defendeu.

A empresa Petcon, responsável pela operação, venceu o pregão ocorrido em setembro do ano passado e receberá R$ 6.398,205 para dragar o rio Madeira.

Viabilidade Técnica e Ambiental
De acordo com o superintendente da Ahimoc, Sabá Reis, o estudo de viabilidade técnica e ambiental solicitado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis  (Ibama) já foi concluído, inclusive, nos  rios Amazonas, Guaporé e Mamoré.

Ele informou ainda que os próximos a serem contemplados serão os rios Solimões, Purus, Branco e Negro.

“Temos um projeto para a dragagem de outros rios, mas foi contemplado apenas o Madeira neste momento”, ressaltou.