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Rio Negro segue sem previsões para enchente

Não há dados suficientes, segundo a Defesa Civil, para saber se a cheia deste ano será grande

Roberto diz que não tem como fazer uma avaliação precisa da cheia deste ano

Roberto diz que não tem como fazer uma avaliação precisa da cheia deste ano (Márcio SIlva)

A Defesa Civil do Amazonas não descarta a possibilidade de uma grande cheia do Rio Negro este ano. Porém, considerando o ritmo da subida registrada esta semana, entre 3 e 7 cm como normal, o secretário do órgão, coronel Roberto Rocha, esclarece que ainda não há como afirmar que a enchente será semelhante a do ano passado - a sétima maior desde 1902 - ou igual a de 2012.

No ano passado, o nível do Rio Negro subiu até os 29,33 metros, e em 2012, atingiu os 29,97 metros e superou em 20 centímetros a de 2009. “Dentro do nosso histórico de desastre e das conformidades hidroclimatológicas, ela está caminhando para uma semelhança com a de 2009, que foi de 29,77 metros”, disse o secretário, justificando que a avaliação está baseada, por enquanto, nas condições parecidas com as que influenciaram as últimas grandes cheias do Rio Negro.

Volume de chuvas no Solimões influenciará

O secretário Roberto Rocha explica que em 2009, a cheia que ultrapassou a de 1953, a segunda maior em um século registrada no Amazonas, foi influenciada muito pelo excesso de água que não foi escoado. “Choveu bastante em 2007 e em 2008, e a vazante não aconteceu. No ano passado, também não houve vazante no Estado do Amazonas. E as chuvas se anteciparam para o final de dezembro, início de janeiro, e com volumes até um pouco exorbitantes”, explicou.

Além disso, o volume de água na região do Alto Solimões, de acordo com o secretário, é o principal ‘condutor’ da cheia do rio Negro, em Manaus. “O Alto Solimões, entre Tabatinga e Benjamin Constant, é o principal vetor que diagnostica a cheia aqui em Manaus. Ele (rio Solimões) estava parado por oito dias, até diminuiu, mas só que agora voltou a subir com muita força. Só de ontem pra hoje (quinta para sexta-feira) ele subiu 7 centímetros”, informou. A subida das águas, nesse caso, foi influenciada pelas chuvas na região.

Abril

Somente no final do próximo mês de abril será possível avaliar mais com mais exatidão as proporções da cheia do rio Negro em Manaus. “Porque é quando termina o ciclo (de cheia) no Alto Solimões. Agora em março vamos dar um diagnóstico superficial“, declarou Roberto Rocha.

Conforme os dados colhidos do monitoramento realizado no Porto de Manaus, ontem, o nível do rio Negro atingiu 25,91 metros - estando 4,06 metros abaixo da grande cheia de 2012, e distante 3,42 metros da enchente do ano de 2013.

Especialista

Segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Jochen Schongart, o Rio Negro atingirá média de 28,94 metros - podendo ficar 1,03 metro abaixo da cheia recorde de 2012. O pesquisador desenvolveu um novo modelo matemático de previsão das cheias do rio Negro que tem uma margem de erro de 30 centímetros para menos ou para mais, podendo atingir entre 28,64 metros e 29,24 metros. Cálculo O novo modelo utiliza uma série temporal longa de dados disponíveis a partir de 1950 até 1989. Pelo novo modelo, Schongart aponta que a cheia deste ano poderá provocar expressivos impactos em bairros situados na orla do Rio Negro como Educandos, São Raimundo e Glória, localizados na Zona Sul de Manaus. O pico da cheia está previsto para acontecer na segunda quinzena de junho.