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Amazônia é casa preferida das aranhas, diz especialista

Em 22 anos de pesquisa foram coletadas 500 novas espécies na região, sendo que a maioria delas é desconhecida pela comunidade científica

Doutor em Entomologia, Thierry Gasnier vai visitar municípios no Estado

Doutor em Entomologia, Thierry Gasnier vai visitar municípios no Estado (Clóvis Miranda)

Em 22 anos dedicados a Aracnologia, na Amazônia, área da zoologia que estuda a família dos aracnídeos, o doutor em Entomologia Thierry Gasnier identificou 500 novas espécies de aranhas, sendo que apenas duas oferecem risco ao homem. A maioria das aranhas tem veneno, mas é usado apenas para capturar presas que servem de alimento.

Do total de novas espécies, apenas 20% foram catalogadas e são conhecidas pela comunidade científica internacional. Os outros 80% permanecem desconhecidas devido ao trabalho demorado de identificação que leva em consideração, entre outros aspectos, a comparação e consulta com estudiosos de outros países para verificar se têm informações sobre as espécies.

Gasnier é professor de Ecologia na Universidade Federal da Amazônia (Ufam) e mestre na área. Apesar das descobertas, a pesquisa dele foi focada em descobrir e, principalmente, entender a razão para a existência da diversidade de aranhas na Amazônia. Ele explicou que as aranhas são, por natureza, predadoras e competitivas pelo alimento e comem umas as outras. “Se elas são ao mesmo tempo predadores e competitivas e comem uma a outra por que a mais forte não é a única a sobreviver? Essa pergunta está sem resposta. É claro que tem uma tendência da maior comer a menor, só que a maior quando é pequena é vítima da outra menor. Conseguir entender algumas espécies é uma questão muito complexa”, destacou.

Biodiversidade

Para ele, a Amazônia não é homogênea e os estudos sobre a diversidade de aranhas na região são tímidos e não oferecem informações suficientes para entender o universo da biodiversidade das espécies. “O que existe são sugestões dúbias sobre essa biodiversidade que é tão falada, mas que ainda não está bem entendida. Uma das questões mais importantes para entender a biodiversidade não está entendida”, observou ele, dizendo não ter resolvido tal questão, mas deu uma pequena contribuição para chegar a um entendimento sobre o assunto.

Ele procurou conhecer primeiro as florestas da Amazônia para depois conhecer as da Europa. Chegou a passar uma semana inteira na floresta estudando aranhas, embora a maior parte de sua pesquisa tenha sido feita no Jardim Botânico Adolpho Ducke, na Zona Leste, considerada por ele como um berço de estudos de animais, plantas e insetos.

“A biodiversidade da Amazônia é muitas vezes maior que a de outros países. A pessoa só percebe esse fato quando entra na floresta daqui. Na Europa você se pergunta cadê os animais? É por isso que pesquisadores estrangeiros chegam aqui e se encantam porque em cada pedaço de mato tem uma infinidade de animais, insetos e plantas”, disse.

Pesquisa

O pesquisador Thierry Gasnier vai visitar outros municípios do interior do Amazonas. A ideia é fazer fotografias de aranhas e divulgá-las para o mundo no intuito de ajudar outras pessoas, a exemplo do que é feito na identificação de pássaros, a reconhecer as aranhas.