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Cooperativa multada em mais de meio milhão por crimes ambientais

A Cooperpeixe, localizada no município de Manacapuru (AM), é acusada pelo Ipaam de desmatamento ilegal e diversos outros crimes ambientais, recebendo multa de R$ 502,5 mil

A cooperativa recebeu um prazo de 30 dias para apresentar um Plano de Recuperação de Áreas Degradas (Prad)

A cooperativa recebeu um prazo de 30 dias para apresentar um Plano de Recuperação de Áreas Degradas (Prad) (Divulgação)

A Cooperativa dos Piscicultores, Aquicultores, Produtores Rurais e Extrativistas do Amazonas (Cooperpeixe), localizada no quilômetro 16,5 da AM-352 (estrada que dá acesso ao município de Novo Airão, distante 115 quilômetros de Manaus), é acusada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) de desmatamento ilegal, uso do fogo em áreas de vegetação, intervenção em Área de Preservação Permanente (APP), construção de barragens e escavação para a construção de tanques de piscicultura, sem que a licença ambiental para atividade de piscicultura tenha sido expedida pelo Instituto, como deveria ser.

A denúncia, feita exclusivamente para a reportagem do Portal ACRITICA.COM por um proprietário de terras vizinhas ao terreno da cooperativa, ainda sustenta que os responsáveis pela Cooperpeixe autorizaram a invasão de terrenos que limitam com o da cooperativa e derrubaram árvores como castanheiras e maçaranduba, consideradas nobres.

“Foi preciso notificar o Ipaam para que eles fossem punidos, eles estão passando dos limites tanto ambientais, como de patrimônio”, comentou o proprietário, que pediu para ter sua identidade preservada.

No relatório de fiscalização do Ipaam, que esteve no local no dia 8 de janeiro deste ano, os fiscais responsáveis pela ação deixam claro que a cooperativa possui apenas a Licença Ambiental Única (LAU), que a credencia para a exploração vegetal de uma área de 1500 hectares, onde apenas material lenhoso seria extraído. Já a licença ambiental para a atividade de piscicultura, ainda passa por analise da Gerencia de Geoporcessamento do Instituto.

Pelos crimes ambientais, a Cooperpeixe foi enquadrada em três autos de infração, que juntos somam R$ 502,5 mil, além de sofrer dois termos de embargo, o primeiro por uma área de 60,76 hectares, que pertence a outro proprietário e o segundo pelo desmatamento da APP. A cooperativa recebeu um prazo de 30 dias para apresentar um Plano de Recuperação de Áreas Degradas (Prad).

A reportagem tentou contato com Osmar Façanha, identificado como sendo o presidente da cooperativa, pelo contato 9220-16-xx, mas até o fechamento desta matéria o número direcionava para a caixa postal.

Acesse a galeria de imagens e veja a intensidade dos crimes