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Enchente nos rios do Amazonas acumula até o momento prejuízo de R$ 136 milhões

Números, segundo cálculos feitos pelo Idam, serão colocados pelos produtores rurais nas mãos do governo do Estado. Eles negociarão o perdão da dívida

Cheia do século: Atenção máxima a qualquer alerta

O prejuízo até aqui registrado leva em conta o cultivo realizado por 5.694 famílias localizadas nas calhas dos rios Purus, Madeira, Juruá e Médio Amazonas (Acrítica)

Até esta segunda-feira (07), o prejuízo acumulado pelos produtores rurais em decorrência da enchente nos rios do Amazonas estava estimado em R$ 136,38 milhões, segundo cálculos feitos pelo Instituto Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).

Amanhã, quando o governo do Estado, instituições financeiras e outros órgãos ligados ao setor primário se reunirem para discutir a possibilidade de perdoar a dívidas dos produtores, esses números serão levados em consideração.

O prejuízo até aqui registrado leva em conta o cultivo realizado por 5.694 famílias localizadas nas calhas dos rios Purus, Madeira, Juruá e Médio Amazonas.

De acordo o presidente do Idam, Edimar Vizolli, esses números serão levados para a reunião como forma de garantir o perdão das dívidas ou formatar o modelo de renegociação pelo governo estadual.

Segundo ele, anistias no âmbito do governo federal também estão sendo negociadas. “Ainda não temos o número fechado de trabalhadores com dívidas, mas devido ao prejuízo calculado até o momento, sabemos que a medida é necessária”, afirmou.

Crédito

Segundo Vizolli, além da renegociação serão ajustados na reunião, os últimos detalhes para o lançamento do programa de crédito especial para os produtores. Ele disse acreditar que um valor superior a R$ 100 milhões deva ser disponibilizado aos produtores este ano, somando concessões estaduais e federais. “Em 2012, quando tivemos a maior enchente já registrada, esse subsídio foi de R$ 200 milhões. Este ano, com o impacto para menos municípios, devemos ficar abaixo desse valor”, calculou.

A ideia, de acordo com o representante do órgão, é firmar algo a exemplo do formato oferecido em 2031, quando os produtores podiam solicitar empréstimos de até R$ 10 mil com 50% de subsídio estadual e carência de dois anos para começar a pagar. “Este ano, queremos propor uma linha de crédito de até R$ 15 mil”, apostou Vizolli.

Danos

De acordo com o levantamento do Idam, que levou em consideração as perdas dos agricultores e pecuaristas até o dia 3 de abril, treze municípios já acumulam prejuízos. Quatro localidades pertencem à calha do Rio Purus (Boca do Acre, Canutama, Lábrea e pauiní), três à do Rio Juruá (Envira, Ipixuna e Guajará), cinco à do Rio Madeira (Apuí, Borba, Humaitá, Manicoré e Novo Aripuanã) e um se situa no Médio Amazonas (Nova Olinda do Norte).

Mesmo faltando mais de dois meses para o fim do regime de cheia dos rios, 35 culturas, entre agricultura e pecuária já foram impactadas. Conforme o estudo, as plantações de banana foram as mais afetadas até o momento com perdas de 52,3 mil toneladas. Em seguida está a macaxeira, com 35,9 mil toneladas desperdiçadas até o início de abril e a mandioca, utilizada para o feito da farinha, com perdas de 8,3 mil toneladas. Na pecuária, já foram perdidas 4.004 cabeças de suínos, 7.164 aves além de 99 cabeças de gado.