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Manaus decreta emergência por causa da cheia do Rio Negro

Cheia atinge área central da cidade, margeada pelo Rio Negro, cujo nível das águas chegou a 29,19 metros esta semana. Prefeitura garante que cheia não vai atrapalhar o andamento da Copa

Nível da água já tornou impossível a passagem de veículos pela Rua dos Barés

Nível da água já tornou impossível a passagem de veículos pela Rua dos Barés (Tarcisio Heden)

O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), decretou situação de emergência na cidade em virtude da cheia no Rio Negro e dos relatórios apresentados pela Defesa Civil do Município. O decreto deverá ser publicado nesta terça-feira (27) no Diário Oficial do município, mas estará disponível em versão eletrônica na noite desta segunda-feira (26).

O nível do Rio Negro chegou a 29,19 metros. A previsão do Serviço Geológico do Brasil é que o rio suba mais 30 centímetros. Os bairros mais atingidos são Educandos, São Raimundo, São Jorge, Presidente Vargas e Bariri.

“Espero que, diferente do ano passado, que haja uma sensibilidade maior do Ministério da Integração para com os ribeirinhos. Decretando situação de emergência na capital, incluindo a área rural, já garanto o seguro defeso para eles. Agora quero mais perspectiva de ajuda para as pessoas que estão com suas casas alagadas também na cidade”, declarou o prefeito.

Famílias em áreas de risco são retiradas e recebem ajuda de R$ 300, o chamado aluguel social. O dinheiro é para que paguem aluguel em outro local enquanto persiste risco nos locais onde moram. Ainda que o decreto declare emergência em todo o município, as medidas determinadas na publicação serão executadas nas mais afetadas pelas águas.

A prefeitura de Manaus informou que foram construídas passarelas metálicas para acesso às áreas comerciais do centro de Manaus. Dessa forma, a cheia do rio “não atrapalha o andamento da cidade”, inclusive durante a Copa do Mundo. Apesar da situação, a prefeitura explica que se trata de uma situação com qual sabe como lidar. “A cheia não chega a comprometer, temos o expertise nessas situações”.

“Nós começamos o trabalho em janeiro e efetivamos em abril com a construção de 2.600 metros de passarelas. Agora as ações serão de atendimento as famílias que podem ser afetadas pela enchente com remoção e doações”, explicou Aníbal Gomes, secretário executivo de proteção e Defesa Civil da cidade, que é responsável planejamento e execução das ações do plano de emergência.

Com a situação de emergência, serão promovidas ações de combate aos danos causados pela enchente no prazo de 180 dias, somente nas áreas do município de Manaus comprovadamente afetadas pela cheia. 

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), também, passa a ter acesso, mediante assinatura de um termo de aceite, ao Serviço Proteção em Situação de Calamidades Públicas e Emergenciais do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), regulamentado pela portaria MDS nº 90.

Isso que representa acesso ao cofinaciamento federal para assegurar acolhimento imediato, abrigos em alojamentos provisórios, inserção na rede socioassitencial e acesso a benefícios eventuais para famílias atingidas pela cheia.

O cofinanciamento pode ser utilizado para assegurar provisão de ambiente físico, recursos materiais, recursos humanos e trabalho social necessários para o atendimento e abrigo das famílias atingidas pela cheia que terão que abandonar suas casas.

*com informações da assessoria de imprensa