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Manifestantes fazem novo bloqueio na rodovia AM-070 em protesto nesta quinta (5)

Cerca de 30 pessoas supostamente indígenas bloquearam trecho no Km 5 da estrada, em Iranduba, queimando pneus e madeira. Eles ocupavam um terreno às margens da estrada desde terça-feira (3)

Durante o ato de protesto, o acesso de veículos na estrada ficou restrito

Durante o ato de protesto, o acesso de veículos na estrada ficou restrito (Suzana Martins)

Quem tentou trafegar pela rodovia Manoel Urbano (a AM-070, que liga Manaus a Iranduba e Manacapuru) durante a manhã desta quinta-feira (5) encontrou um problema. Na altura do Km 5, já no município de Iranduba (a 27 quilômetros da capital), pneus e pedaços de madeira foram incendiados em um ato de protesto de manifestantes que exigem moradias e a posse de um terreno às margens da estrada, o qual invadiram.

Desde terça-feira (3), cerca de 50 pessoas ocupavam tal terreno, que é de propriedade particular, e nesta quinta-feira 30 deles resolveram construir um bloqueio na AM-070 para fazer exigências ao Poder Público. Entre os manifestantes estavam não-indígenas e indígenas, que usavam lanças e também pedaços de pau para intimidar quem quisesse ultrapassar a faixa.

Policiais militares de Iranduba foram acionados e, em menos de uma hora, o protesto foi amenizado e o bloqueio retirado da via. “Fomos obstruindo a rodovia de forma pacífica e não houve nenhum confronto. Agora a pouco um pequeno grupo voltou, mas acreditamos que hoje mesmo eles se dispersem. Eles estão saindo a pé”, disse o major Santiago, da 8ª PM de Iranduba.

Histórico

Ano passado, cerca de 1,5 mil pessoas chegaram a ocupar o terreno na beira do Km 5 da rodovia AM-070, quando ocorreram conflitos entre os manifestantes e a força policial. O grupo acabou expulso meses depois com base numa liminar da Justiça, mas voltaram em maio de 2014. Segundo o major Santiago, o proprietário do local, não identificado, já viabilizou formas de cercar a área para impedir novas invasões.

A nova ocupação deste ano era denominada "Comunidade Deus é Por Nós", comandada pelo cacique Sabá Kokama, 52, mesmo líder do movimento de 2013. De acordo com ele, a nova ação tem o objetivo de abrigar famílias que estão sofrendo com a enchente dos rios no Amazonas, pessoas que ficaram sem casa com a subida das águas, em Cacau Pirera e Iranduba.

Os manifestantes dizem ser das etnias Miranha, Saterê e Munduruku. Eles alegam não terem apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai), mas citaram ajuda da União dos Povos Indígenas de Manaus (UPIM). Funcionários da Funai informaram que o coordenador substituto do órgão no Amazonas, Edivaldo dos Santos Oliveira, se manifestará sobre o caso ainda nesta quinta (5).

*Colaborou a repórter Joana Queiroz