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Festa do Guaraná em Maués leva 40 mil à ‘Ponta da Maresia’

Na sua 31ª edição, evento de três noites encerrou ontem, com mais de 15 mil pessoas na praia

As canditatas da Rainha do Guaraná 2010, a guerreira mais bela da tribo sateré-mawé, desfilaram na primeira noite do evento

As canditatas da Rainha do Guaraná 2010, a guerreira mais bela da tribo sateré-mawé, desfilaram na primeira noite do evento (Foto: Fernando Cavalcanti/Divulgação Ambev)

Em três noites, a 31ª Festa do Guaraná de Maués levou mais de 40 mil pessoas até a praia da Ponta da Maresia, na orla da cidade, entre quinta-feira e o último sábado, segundo estimativa dos organizadores.

A última noite, que teve show do Capital Inicial, foi a mais movimentada, com cerca de 15 mil pessoas lotando as areias da Maresia, informou o secretário de Cultura e Turismo de Maués, Ademar Xico Gruber. Pela primeira vez em 31 anos, três versões da Lenda do Guaraná foram apresentadas, uma em cada dia da festa.

Outra novidade destacada por Gruber é a revitalização do Barracão do Guaraná, montado ao lado dos palcos, nas areias da praia. Este ano, além de conhecer as etapas da produção do guaraná, os visitantes também puderam fazer degustações. "A festa deste ano também está sendo marcada pelo lançamento do primeiro livro que conta a história da cidade e pela exposição Herdeiros do Guaraná, que viaja pela história desde a domesticação do guaraná pelos sateré-mawé até os dias de hoje", disse Gruber.

Segundo o secretário, a participação popular na festa que celebra a safra da principal fonte de renda da cidade - o guaraná - é maior a cada ano, em especial nas últimas cinco edições, quando o acesso do público geral ao palco foi liberado. Nos anos anteriores, uma corda separava o público de uma faixa de areia que ficava em frente aos palcos, e que era restrito a mesas de convidados. "Sem essa separação, a festa está cada dia mais popular.

Além do povo de Maués, a maior parte dos nossos visitantes vem de Manaus e Itacoatiara", disse ele. Por conta da dificuldade de acesso ao município - o aeroporto ainda não foi homologado pela Anac e não há estradas até Maués - a festa foi planejada para permitir que os visitantes de Manaus possam participar do último dia e retornar para a capital a tempo de trabalhar, na segunda-feira.

 "A viagem até aqui dura, em média, 15 horas. Se a festa se prolongasse até o domingo, corria o risco de ser esvaziada, pois as pessoas não poderiam ficar. Não haveria tempo de voltar para Manaus", analisou Gruber. Nos três dias de festa, a população da cidade chega quase a dobrar, segundo o secretário.

E a oferta de empregos também cresce muito no período de setembro a novembro: nesse período, foram criados mais de mil empregos diretos e 600 indiretos, por conta do evento. "Para se ter uma idéia, entre os anos de 2007 e 2010 o número de pousadas, lanchonetes restaurantes aqui em Maués triplicou, segundo uma pesquisa realizada pela Amazonastur. O guaraná, cada vez mais, vem incrementando a nossa economia e melhorando a vida do povo de Maués", afirmou Gruber.