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Pesquisa resgata danças folclóricas do Amazonas

Manifestações típicas como o Jacundá e o Tipiti foram reunidas e reapresentadas pelos alunos da Escola Municipal Professora Sônia Maria da Silva Barbosa

A dança do Jacundá foi uma das manifestações folclóricas regionais identificadas e reproduzidas pelos alunos durante a execução do projeto de pesquisa. Foto: Divulgação

A dança do Jacundá foi uma das manifestações folclóricas regionais identificadas e reproduzidas pelos alunos durante a execução do projeto de pesquisa. Foto: Divulgação

Danças que marcaram festividades juninas no Estado e que, aos poucos, foram desaparecendo dos palcos populares, ganharam vida graças ao projeto “Resgate das danças e manifestações Folclóricas do Amazonas”. A pesquisa, idealizada e coordenada pela professora Lhubiça Oliveira Siqueira, da Escola Municipal Professora Sônia Maria da Silva Barbosa, na zona Leste de Manaus, será apresentada no dia 14 de julho, durante a programação da SBPC Jovem, na Ufam.

“Fui uma das fundadoras do Festival Folclórico Marquesiano, da Escola Estadual Marques de Santa Cruz, em Manaus. Ao longo dos anos, muitas danças regionais foram desaparecendo dos palcos, dando lugar a outras manifestações características de outras regiões. Assim, no ano passado resolvi inscrever esse projeto de resgate cultural no Programa Ciência na Escola (PCE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) e ele foi aceito”, conta a professora Lhubiça Siqueira.

De junho até dezembro do ano passado, durante os seis meses em que o projeto recebeu apoio da Fapeam e da Secretaria Municipal de Educação (Semed), envolveu, além dos cinco bolsistas, mais 26 alunos que ajudaram a remontar danças tradicionais como o Jacundá, a Lenda da Vitória Régia, Pássaro Tangará, Tribo dos Tukanos, Tipiti, entre outras manifestações esquecidas dos palcos juninos de Manaus.

“Esse fomento inicial foi importante não só pelo resgate cultural trazido pela pesquisa, mas também pelo fato das apresentações envolverem crianças da escola, tirando-as da situação de risco em que se encontravam em seu período ocioso, nas ruas e em contato com as drogas”, afirma Lhubiça.

A ideia da professora é continuar com o projeto, mas, para tanto, é necessário apoio, já que o principal gasto está na confecção das roupas. “Eu me realizo com esse projeto, mesmo tendo hoje apenas o apoio da direção da escola. A maior recompensa é ouvir dos alunos que enquanto estão ensaiando e dançando estão bem e se divertindo muito”, conta.

Brincadeira de criança

 Também na mesma linha de resgate cultural, a professora Lhubiça ministrará ainda uma oficina de “Brinquedos e Brincadeiras Infantis Tradicionais”, no dia 17 de julho, na Universidade Federal do Amazonas, durante programação especial da SBPC Jovem, voltada tanto para alunos do Ensino Fundamental como para a comunidade.

“Quando a criança brinca, treina tanto o corpo quanto a mente, prática que muito lhe ajudará a enfrentar o mundo que lhe aguarda. Hoje vivemos a era da globalização e muitos detalhes passam despercebidos. As brincadeiras de rua de outrora, desapareceram quase que completamente com o advento dos games e dos computadores. Isso forçou as crianças e a maioria dos jovens a se distanciarem do convívio social, corporal e da troca emocional”.

 Na programação da oficina estão brincadeiras tradicionais da infância, como: Jogo de pião, jogo da velha, jogo de botão, pega varetas, amarelinha (macaca), ioiô, malha com barbante, elástico, cabo de guerra, cabra cega, carniça, peteca, corrida de saco, corrida de latas, bambolê e pula corda.