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Inpa investiga como alimentação colabora para reintrodução de peixes–bois à natureza

Pesquisa estuda o comportamento alimentar dos peixes-bois e de como se adaptam sua alimentação quando voltam ao habitat natural 

Inpa faz triagem dos peixes bois resgatados em condições de risco

Inpa faz triagem dos peixes bois resgatados em condições de risco (Arquivo A CRÍTICA)

Detectar eventos de alimentação do peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis), identificando o som da mastigação dos diferentes alimentos que fazem parte da dieta da espécie. Este é o objetivo do experimento que está sendo realizado por meio de uma cooperação técnica entre o Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e o Instituto de Pesquisas Oceânicas da Universidade de Tóquio.

De acordo com Diogo Souza, colaborador da Ampa e um dos pesquisadores responsáveis pelo experimento, a ideia do estudo é ter dados suficientes para caracterizar o comportamento alimentar da espécie e investigar se os animais reintroduzidos no ambiente natural estão se alimentando de forma correta, tendo em vista que a visualização desses animais liberados em vida livre torna-se difícil por causa do seu comportamento discreto e das águas turvas da região.

“Experimentos prévios no cativeiro do LMA/Inpa mostraram que eventos de alimentação do peixe-boi foram detectados com sucesso, utilizando sons de mastigação registrados por um equipamento de tecnologia japonesa conhecido como AUSOMS-mini. Estes sons de alimentação foram extraídos automaticamente com a ajuda de um programa desenvolvido especialmente para realização de pesquisas com a espécie”, explica  Souza.   

O pesquisador explica que no último trabalho de reintrodução, em 2009, realizado pelo LMA/Inpa e Ampa, foi constatado que os animais soltos tiveram dificuldade de procurar alimento e, segundo os cientistas, esse foi um dos motivos pelos quais eles não conseguiram se readaptar ao ambiente natural. 

“Estamos analisando os diferentes tipos de plantas consumidas pelos peixes-bois e os sons produzidos pela mastigação. Desta forma, por meio desse dispositivo, poderemos analisar se nos primeiros dias, após a soltura, o animal estará se alimentando com frequência e qual o tipo de planta consumida”, ressalta Mumi Kikushi, pesquisadora da Universidade de Tóquio.

*Com informações da assessoria