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Prefeitura prepara plano para reduzir impacto das cheias e vazantes dos rios

Com foco na saúde, planejamento envolve diversos órgãos locais na tentativa de controlar surtos de doenças que águas contaminadas podem trazer. Alguns bairros da capital já foram identificados como áreas de risco

Lua cheia e Rio Negro banhando Manaus

O plano abrange a distribuição de hipoclorito, ações de educação em saúde, identificação de locais com infestação de ratos e orientações aos proprietários de estabelecimentos alimentícios (Gisele Alfaia )

A Prefeitura de Manaus começou a desenvolver ações para reduzir o impacto das cheias e vazantes dos rios Negro e Amazonas na saúde da população e, assim, evitar surtos de doenças. Trata-se de um plano de contingência que começou a ser elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com outras secretarias do município e com o Governo do Estado. O plano compreende ainda a participação da sociedade civil.

A partir do plano, pretende-se reduzir casos de leptospirose (doença transmitida através do contato com a urina de ratos), de diarreias por consumo de água ou alimentos contaminados e de ataques por animais peçonhentos.

O secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, explica que o plano é uma determinação do prefeito Arthur Neto e inclui a identificação das principais áreas de risco em Manaus e da população considerada em risco especial, como cadeirantes, idosos e pessoas portadoras de doenças crônicas.

“Com o período chuvoso, muitas doenças são transmitidas por meio da água, alimentos e utensílios contaminados por micro-organismos presentes nas fezes humanas e urina de roedores. Por isso, estamos reforçando as ações de prevenção contra as doenças, com atividades de orientação junto aos moradores das áreas alagadas. O trabalho inclui orientação sobre o tratamento adequado da água para consumo, a destinação adequada do lixo doméstico, entre outros cuidados”, ressaltou.

A Semsa já identificou áreas consideradas críticas em 16 bairros de Manaus, principalmente nas zonas Sul e Oeste. Segundo o sanitarista da Semsa, Romeo Fialho, atualmente, o rio Amazonas já apresenta um nível acima do registrado no mesmo período do ano passado.

“Isso mostra que há risco do nível dos rios atingir a cota considerada de emergência, de 29 metros”, disse, lembrando que cerca de 30 mil pessoas vivem em áreas localizadas abaixo da cota de 30 metros e anualmente estão sujeitas às consequências das enchentes do rio Negro.

O plano abrange a distribuição de hipoclorito - trabalho que já foi iniciado -, assim como ações de educação em saúde, identificação de locais com infestação de ratos para desratização e orientações aos proprietários de estabelecimentos que comercializam alimentos com risco de contaminação. O trabalho será executado por profissionais do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Vigilância Ambiental e Epidemiológica (DVAE), Vigilância Sanitária (DVISA), da Estratégia Saúde Família e de Promoção à Saúde.

Também será realizado ainda este mês um treinamento com o tema “Abordagem Educativa nas Enchentes”, direcionado a agentes comunitários de saúde e de endemias sobre as ações a serem executadas e os agravos que podem surgir com as cheias.

Já foram identificadas áreas de risco nos bairros Presidente Vargas, São Geraldo, Nossa Senhora Aparecida, Educandos, Betânia, Raiz, São Raimundo, Glória, São Jorge, Santo Antônio, Mauazinho, Colônia Antônio Aleixo, Santa Etelvina, Nova Cidade, Colônia Terra Nova e Puraquequara.

*Com informações do Departamento de Comunicação da Semsa