Ribeirinhos no seco: Mudança de hábito

Rotina no Tarumã-Mirim tem sido de longas caminhadas, por áreas enlameadas, em busca de pescado. Carne de caça é outra opção

Peixe tem sido cada vez mais escasso diante do crescimento da vazante no Estado

Peixe tem sido cada vez mais escasso diante do crescimento da vazante no Estado (Foto: Euzivaldo Queiroz)

Caminhar até dois quilômetros da margem do rio até suas casas, tentar a sorte na pescaria em áreas distantes e enlameadas, recorrer à comida “de caça”. Esta tem sido a rotina de ribeirinhos das comunidades rurais do Tarumã-Mirim, afluente do rio Negro, desde que  os efeitos da estiagem recorde chegaram com mais força naquelas localidades. Segundo relatos dos ribeirinhos, muitos poços secaram e os gêneros alimentícios das mercearias estão ficando escassos. Nestas áreas, apenas pequenas rabetas e canoas conseguem alcançar.

“Já não dá mais vontade nem de sair de casa. Em toda a minha vivência, nunca vi uma seca como essa”, contou Manoel Alves Pereira, 50, dono de um recreio preso à areia misturada com barro à margem da comunidade Livramento, uma das três visitadas pela reportagem de A CRÍTICA na última quinta-feira, 21.


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