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Com cheia dos rios, Acre decreta situação de emergência

Moradores dos municípios acreanos já estão desabastecidos de gás de cozinha e gêneros alimentícios; municípios do Amazonas também estão em situação difícil

Governo do Acre decreta situação de emergência e aguarda liberação de recursos federais

Governo do Acre decreta situação de emergência e aguarda liberação de recursos federais (Secom Acre/Sergio Vale)

Isolado por causa das cheias dos rios, o governo do Acre decretou situação de emergência. Segundo a secretária adjunta de Comunicação do estado, Andréa Zílio, o governo federal acatou o pedido e o Ministério da Integração Nacional deve reconhecer oficialmente o decreto estadual nos próximos dias, para liberar recursos destinados à assistência das famílias atingidas.

A secretária explica que a maior preocupação é quanto à carência de gás de cozinha e hortifrutigranjeiros. “Os caminhões mais altos ainda conseguem trafegar na BR-364 e até amanhã [28] devem chegar dois, além de uma balsa, carregados com gás de cozinha”, disse Andrea.

Além do desabastecimento provocado pela cheia do Rio Madeira, que limitou o tráfego na BR-364, que liga o Acre a Rondônia, 331 famílias continuam abrigadas no Parque de Exposições de Rio Branco (AC), por causa da elevação do nível do Rio Acre.

Amazonas em calamidade

Algumas cidades do Amazonas, próximas à divisa com o Acre e Rondônia, também estão isoladas e, segundo o governo do estado, foi enviado um plano à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil que prevê apoio aéreo para abastecer com remessas de ajuda humanitária os municípios de Boca do Acre, Humaitá e Lábrea. Sete cidades estão em situação de emergência: Pauní, Guajará, Ipixuna, Boca do Acre, Envira, Humaitá e Lábrea. Manicoré está em alerta máximo e Canutama, Novo Aripuana e Eirunepe estão em atenção.

Na última terça-feira (25), o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, fez sua segunda visita a Rondônia para acompanhar a situação do Rio Madeira e a assistência às famílias afetadas.