Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

O doce retorno para casa dos marinheiros em missão na Amazônia

Após três meses em serviço pela calha do rio Juruá, no Acre, navio de Assistência Hospitalar volta a base no Amazonas

Familiares dos marinheiros registram a aproximação do navio, cujos profissionais realizaram quase 60 mil atendimentos

Familiares dos marinheiros registram a aproximação do navio, cujos profissionais realizaram quase 60 mil atendimentos (Luiz Vasconcelos)

Os 67 militares do navio de assistência hospitalar da Marinha Doutor Montenegro retornaram ontem, após três meses de viagem levando assistência médica às populações ribeirinhas do Estado do Acre. Na chegada o sentimento de dever cumprido e de saudade foi dividido com os familiares que aguardavam ansiosos o retorno.

As esposas e filhos dos militares buscavam pelos maridos e pais para que a saudade acumulada ao longo do tempo fosse diminuída. Segundo o cirurgião dentista Bruno Carvalho, que pela primeira vez participou de uma missão na Amazônia, é muito gratificante ver no rosto das pessoas que elas estão felizes em receber o atendimento. Na maioria dos casos são famílias carentes que não tem acesso a atendimento médico e odontológico.

O cirurgião dentista diz que a realidade das populações ribeirinhas é bem diferente das de outros Estados, porém, o respeito e o convívio com a Marinha é bastante proveitoso. “São pessoas que tem diversas dificuldades, inclusive de falta de alimentos e mesmo assim continuam felizes”, disse o Bruno Carvalho.

Ao todo, foram realizados 58.613 procedimentos médicos e odontológicos em 14.531 pessoas residentes nas 48 comunidades visitadas.

De acordo com o comandante do navio, Ewerton Rodrigues Calfa, entre os atendimentos que mais chamaram atenção, durante os três meses de atividade, está uma microcirurgia de uma paciente que apresentava afundamento na face e a retirada de um abscesso nas proximidades do joelho de uma criança de cinco anos. “Essas são algumas situações em que o atendimento precisa ser rápido e a presença da Marinha é primordial”, acrescentou o comandante.

Ainda de acordo com o comandante, o trabalho de assistência hospitalar é feito por quatro navios que se revezam pelos rios da Amazônia para atender os oito polos pelos menos  duas vezes por ano. A partir do trabalho realizado é possível perceber a mudança de hábito das populações atendidas pelo menos no que diz respeito à higiene básica, porém, retornar a esses locais é muito importante para dar continuidade ao trabalho da Marinha.

A equipe do navio foi composta por quatro médicos, cinco dentistas, um farmacêutico, uma enfermeira, duas técnicas em radiologia e seis técnicos de enfermagem, além de contar durante permanência no estado com o apoio de técnicos da Secretaria do Estado de Saúde do Governo do Acre (SESACRE). 

O navio Doutor Montenegro recebeu esse nome em homenagem ao primeiro médico da região de Cruzeiro do Sul: Manoel Braga Montenegro.