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Área de Preservação Permanente perde as características no Águas Claras em Manaus

É cada dia pior a situação de igarapé e das matas ciliares, que desde 2008 sofrem com invasões que promovem queimadas e loteamentos irregulares

Nas margens da nascente de igarapé, buritizal foi derrubado recentemente

Nas margens da nascente de igarapé, buritizal foi derrubado recentemente (Evandro Seixas)

Com obras para urbanização em andamento há mais de um ano e todas as ruas sem asfalto, o loteamento Nascente das Águas Claras mudou completamente as características do local desde 2008, quando uma série de invasões promoveu queimadas, desmatamento e construções de moradias irregulares no local que abriga nascentes de igarapés.

Pouco verde restou do que se configurava a Área de Preservação Permanente (APP) no Águas Claras. Um das nascentes de igarapé foi registrada ontem pela reportagem próximo a uma rua identificada pelos moradores como NSD8. A nascente estava completamente comprimida por construções de moradias, com a água cheia de lixo como garrafas pets e com aparência de lamaçal.

De um lado estão moradores que vivem há quatro anos no local em casas de alvenaria. Estes dizem não ser invasores e responsabilizam os moradores do outro lado da nascentes, que vivem em construções de madeira e compensado, pela degradação do meio ambiente.

A dona de casa Maria Nazaré Santos, 50, que mora há quatro anos no local, afirmou que sempre teve cuidado com a nascente do igarapé que fica nos fundos de sua casa. “Eu até represei a nascente. Há quatro anos eu tirava água daqui para lavar o meu cachorro. Agora não dá mais, está tudo sujo”, declarou. Maria afirma que comprou o terreno onde construiu sua casa e que aquela área é um loteamento.

O frentista Ericlei Batista, 28, que ocupa um terreno às margens de um dos lados da nascente do igarapé há um mês estava ontem no local com a mulher e os três filhos. Disse que se a prefeitura determinasse um valor mensal para que ele pagasse pelo local, ele o faria. O frentista disse que não quer nada de graça, apenas tirar a família do aluguel. “Hoje não derrubamos buritizeiros, mas vamos derrubar para poder construir nossa casa. Poluído este local já está. Jogam esgoto aqui. A gente só precisa de um lugar para morar”, declarou.

A dona de casa Joiciane Brito, 28, afirmou que os filhos dela já apresentaram problemas respiratórios por causa da fumaças das constantes queimadas. “As queimadas e derrubadas de árvores deixaram bichos sem casa. Apareceu cutia no nosso quintal, até jacaré”.