Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Caramujos africanos viram frequentadores assíduos do Riacho Doce 2, em Manaus

Sem limpeza, terreno que pertence ao poder público se transformou em criadouro de moluscos e ameaça saúde de moradores

Segundo moradores, os caramujos africanos que vêm invadindo os quintais de moradores do conjunto Riacho Doce estão se proliferando em terreno da prefeitura

Segundo moradores, os caramujos africanos que vêm invadindo os quintais de moradores do conjunto Riacho Doce estão se proliferando em terreno da prefeitura (Luiz Vasconcelos)

Em média, aproximadamente 30 caramujos africanos são recolhidos por moradores da rua Barbosa Filho, no conjunto Riacho Doce 2, bairro Cidade Nova, Zona Norte, todos os dias. Quem precisa conviver com os moluscos e a ameaça à saúde reclama que os animais aparecem sempre, devido à falta de limpeza de um terreno que pertence à prefeitura.

No terreno, tomado por mato, há um igarapé, e a mistura de lixo e umidade faz aumentar a população de moluscos na vizinhança.

A dona de casa Elisângela Batista, 35, conta que a cada dois meses ela e a vizinha precisam arrecadar dinheiro para pagar alguém para cortar o mato do terreno da prefeitura e limpar o quintal de suas casas, que são invadidos pelos caramujos africanos.

“A gente inteira, cada uma dá R$ 50 pra pagar um homem pra limpar os quintais e tirar os matos, mas não dura nem dois meses e o mato já está grande de novo. A gente queria mesmo era que a prefeitura resolvesse esse problema de uma vez, porque daí não precisaríamos mais nos preocupar com a limpeza desse terreno que nem é nosso”, disse.

Os moradores já entraram em contato com a prefeitura para pedir que fosse feita a limpeza no local, mas nunca obtiveram resposta.

Haja sal

A falta de limpeza contribui para a proliferação dos caramujos e os moradores precisam ficar atentos durante todo o dia. Elisângela conta que, para evitar que os caramujos entrem na casa dela, a dona de casa chega a fazer barreiras de sal.

“Eu faço um caminho de sal ao redor da casa, em volta da casinha dos cachorros. Porque se não fizer, não demora muito eles sobem nas janelas. A gente gasta, em média, cerca de meio quilo de sal por dia. São 30 quilos por mês. O sal é barato, mas a gente poderia evitar todo esse desperdício se houvesse limpeza constante no terreno do lado”, acrescentou a dona de casa.

Em nota, a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) informou que enviaria um fiscal ao local para verificar a denúncia e que, em breve, deverá ser feita a limpeza do terreno. A secretaria informou também que, após a denúncia, o conjunto será incluído no programa de mutirões de semanais dos bairros de Manaus.