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Cheia do Rio Negro segue em ritmo normal, diz pesquisador

Serviço Geológico do Brasil (CPRM), avalia subida diária de 4 centímetros do rio Negro como normal, mas faz alerta para a enchente na calha do Madeira


Para o encarregado do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva, até agora a cheia do rio Negro está dentro do esperado para o período

Para o encarregado do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva, até agora a cheia do rio Negro está dentro do esperado para o período (Euzivaldo Queiroz)

Subindo, em média, quatro centímetros por dia, o nível do Rio Negro está acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando marcava 21,96 metros, uma diferença de um metro.

Segundo o pesquisador em geociências do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), André Martinelli, essa diferença se deve à vazante do ano passado, que registrou níveis menores que nos anos anteriores.

De acordo com o pesquisador, caso estivesse chovendo a mesma quantidade dos anos de 2009 e 2012, quando foram registradas as maiores enchentes, a previsão seria de uma cheia recorde. Porém, o que se tem percebido, até agora, é que a enchente do rio Negro em Manaus, este ano, está seguindo um ritmo normal.

Segundo o encarregado do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva , em 2012 a vazante atingiu 15,96 metros, já em 2013 o Rio Negro registrou uma diferença de 3,39 metros e terminou a vazante com 19,35 metros. Apesar das diferenças, Valderino acredita que o rio está enchendo normalmente e que, por isso, a expectativa é de uma enchente “normal”.

Alerta

Segundo André Martinelli, o município do interior do Amazonas que está sendo acompanhado com maior preocupação e apresenta os maiores índices de cheia é Humaitá, localizado a 675 quilômetros de Manaus, onde o rio Madeira atingiu, na última sexta-feira, a cota de 21,66 metros.

Para André Martinelli, como faltam ainda três meses para o fim da cheia, o Município de Humaitá deve ficar alerta para os níveis do rio Madeira, que registrou a maior enchente em 1993, quando chegou à cota de 24,58 metros.

“No ano passado, o rio Madeira subiu aproximadamente 19 metros, portanto, da forma como está enchendo este ano, é possível dizer que Humaitá vai registrar uma das maiores enchentes da história, em 2014”, acrescentou o pesquisador.

Solimões

Outra bacia que está sendo monitorada e tem apresentado niveis elevados é o Solimões. De acordo com o boletim de monitoramento hidrológico do CPRM em Tabatinga, o rio Solimões está com nível acima do registrado no mesmo período de 1999, ano em que foi registrada a maior cheia naquela região.

Apesar dos alertas, o pesquisador do CPRM diz que ainda é cedo para prever como será a enchente deste ano na calha do Solimões, pois o primeiro alerta oficial do órgão será emitido apenas no mês de março.

Defesa Civil garante socorro

Órgãos do Estado e da capital dizem estar monitorando a subida das águas e preparados para agir

A Defesa Civil do Estado do Amazonas garantiu que está preparada para atender os municípios do interior durante a cheia deste ano. Segundo o subsecretário Hermógenes Rabelo, a Defesa Civil tem trabalhado em conjunto com o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) para acompanhar a enchente.

“Por enquanto não tem nenhum indicativo de que vai haver uma grande cheia”, acrescentou o subsecretário.

Além disso, Rabelo explicou que o Estado tem um plano de contingência que envolve as defesas civis municipais, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, secretarias de saúde e educação e as Forças Armadas, que podem ser convocadas para atuar assim que o alerta for dado.

A Defesa Civil de Manaus também tem trabalhado com constante monitoramento, mas segundo a assessoria de comunicação do órgão, somente depois do primeiro alerta emitido pelo CPRM, em março, é que será possível prever como vai ser o andamento do trabalho.

A assessoria informou, ainda, que as equipes da Defesa Civil têm voltado às áreas que apresentaram problemas em 2013 para verificar as condições das pontes e casas que foram afetadas no ano anterior.