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Confira espaços magníficos de Manaus para quem gosta de ficar em harmonia com o verde

Alguns locais espalhados pela capital amazonense propõem 'desligar' seus visitantes de buzinas e shoppings climatizados para recebê-los com ar puro e ruídos da floresta, como o Bosque da Ciência, a Reserva Florestal Adolpho Ducke e o Parque do Mindu

Com área de aproximadamente 130 mil/m², o Bosque da Ciência, no Aleixo, pode ser considerado um museu ao ar livre.

Com área de aproximadamente 130 mil/m², o Bosque da Ciência, no Aleixo, pode ser considerado um museu ao ar livre. (Márcio Silva)

Perto da marca de 2 milhões de habitantes, não é por acaso que Manaus carrega o apelido de “Paris dos Trópicos” desde a época da Borracha. Naquele período, a cidade aceitou um dos maiores desafios, que tenta vencer até hoje: conciliar o caos urbano ao título de “cidade amazônica”. A tarefa não é fácil, porém alguns locais espalhados pela capital propõem “desligar” seus visitantes de buzinas e shoppings climatizados para recebê-los com ar puro e ruídos da floresta, como o Bosque da Ciência, a Reserva Florestal Adolpho Ducke e o Parque do Mindu.

Com área de aproximadamente 130 mil/m², o Bosque da Ciência, no Aleixo, pode ser considerado um museu ao ar livre. O local reúne atualmente 18 atrações que prendem a atenção de crianças e adultos, entre elas os viveiros de animais como jacarés, peixes-boi, ariranhas, tartarugas, e peixes regionais como tambaqui, tucunaré e pirarurucu. Andando poucos metros, o visitante também pode se deparar com um espaço destinado ao fomento da cultura indígena. Com o nome de ‘Maloca’, índios de seis etnias exibem o artesanato proveniente de produtos nativos. Mais adiante, na “Ilha da Tanimbuca”, uma árvore de 25 metros ostenta vivacidade aos seiscentos anos.

O coordenador do Bosque da Ciência, Jorge Lobato, conta que o local existe há quase duas décadas. “Costumo chamar o bosque de ‘oásis’. Aqui é uma amostra da floresta amazônica e o visitante ainda recebe informações sobre cada espécie nativa. Tudo no bosque se integra numa rede onde a maior lembrança levada é o conhecimento”, disse Lobato.

Em 2006, segundo o gestor, o local recebia cerca de 35 mil visitas por ano, mas, após investimentos na estrutura, o número registrado em 2013 apontou 130 mil idas ao Bosque da Ciência, compostas principalmente por estudantes da rede pública, membros de excursões, turistas e moradores da região. Na lista de 2014 podemos incluir a autônoma Carol Freitas, 25, mãe da pequena Ana Eloísa, de 8 anos.

Ela relata que foi pela primeira vez ao bosque quando tinha 7 anos e o sentimento nostálgico a acompanhou durante a segunda visita. “A sensação não deixa de ser estranha porque ela está vindo como eu vim há muito tempo. Acho muito bom pra ela porque aqui ela pode ver tudo de pertinho, os animais passando, os peixes. Tenho certeza que ela vai lembrar disso pra sempre”, disse.

Selecionado um dos dez pontos turísticos para a Copa, o local fica aberto ao público de terça a domingo, das 9h às 17h. A entrada é gratuita para crianças até 10 anos e pessoas a partir de 60 anos, e aos demais visitantes custa R$ 5. Durante o mês de junho, o Bosque da Ciência ampliará o atendimento e passará a executar os serviços também nas segundas-feiras. Para grupos escolares, os números de agendamento são 3643-3192 e 3643-3312.

Qualidade de vida no Mindu

Os adeptos de corridas e caminhadas encontram no Parque Municipal do Mindu um ponto de encontro para exercícios físicos. Localizado no Parque Dez, Zona Centro-Sul, o espaço oferece ao público um contato direto com a natureza além de contribuir na renovação do microclima da área. Criado em 1989 por iniciativa popular e distribuído em um perímetro de 4.370 metros, o parque será reinaugurado hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, com 14 trilhas e setores como biblioteca, auditório, anfiteatro e passeios públicos totalmente revitalizados.

Somente em 2013 o local recebeu 43 mil visitas e foram executados mais de 100 eventos voltados principalmente para a preservação ambiental. A assistente técnica do parque, Jussara Costa, acredita que esse número possa aumentar. “Esperamos que depois da reforma as pessoas participem de forma ainda mais ativa dos eventos que realizamos. Apesar dos visitantes serem presentes, pessoas que moram próximo daqui não conhecem o local ou simplesmente nunca entraram”, afirma Jussara.

A reforma no Parque do Mindu foi iniciada em fevereiro, sendo gerida pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). O espaço é aberto para visitação de terça a domingo, de 6h às 17h, com entrada gratuita.

Reserva Ducke é uma boa

São mais de 10km² quadrados de extensão de fauna, flora, exposições, trilhas, animais e muita diversão para aqueles que gostam do ar livre da natureza. Estamos falando da Reserva Adolpho Ducke.

Um espaço de mata fechada, que fica localizada no bairro Cidade de Deus, na Zona Leste de Manaus. Funcionando de terça a domingo, o espaço, que se subdivide no Museu da Amazônia (Musa) – com extensão de 1km² - e no Jardim Botânico, contempla uma diversidade grandiosa de uma área que é conservada minuciosamente, onde o foco é preservar, além da floresta, também a história indígena, estudos para especialistas, biólogos e, claro, para os amantes da área verde é uma ótima opção para visitação junto com a família, que poderá se aventurar pelos 3 km de trilhas que o local possui.

Uma das responsáveis por coordenar os monitores, que levam os visitantes por todo o percurso é Karla Arakaki. Segundo ela, o visitante precisa atender a algumas orientações. “Todos os visitantes ao chegarem aqui recebem informações sobre a Reserva, Musa e Jardim Botânico, e onde ele está localizado. Depois dessas primeiras informações e orientações vamos às exposições: ‘Peixe e Gente’, que mostra como são feitas as armadilhas manualmente pelos indígenas e a ‘Sapos, Peixes e Musgos’, que mostra a transição da vida da água para a terra.

*Confira galeria de imagens de recantos de comuninhão com a natureza em Manaus