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Município de Canutama decreta estado de emergência

Salas de aulas e repartições públicas foram desocupadas para atender imediatamente as 60 famílias que já estão desabrigadas no município por conta da cheia

Canutama é uma das quatro cidades da região do Purus que sofrem com a cheia

Canutama é uma das quatro cidades da região do Purus que sofrem com a cheia (Divulgação)

O Município de Canutama (a 1.274 quilômetros de Manaus) é a oitava cidade do Amazonas a decretar Estado de Emergência, por conta da cheia. A informação é da Associação Amazonense de Municípios (AAM).

No domingo, A CRÍTICA publicou matéria mostrando que a enxurrada de decretos de emergência ou de situação anormal que brota a quatro meses da campanha eleitoral reedita o cenário histórico de captação de votos com programas de assistência aos ribeirinhos. Decisivo nas disputas eleitorais, os municípios do interior concentram 45% do eleitorado do Amazonas.

“Estamos desocupando salas de aula e repartições públicas para atender imediatamente as 60 famílias que já estão desabrigadas. Outras mil pessoas da área urbana e rural já foram afetadas diretamente pelas águas e também serão alojadas nos próximos dias”, afirmou o prefeito de Canutama, Ocivaldo Amorim (PPS), por meio da assessoria de imprensa da AAM.

Com 12,7 mil habitantes, Canutama, está localizada na calha do rio Purus. E passa a integrar a lista de município que já tem Boca do Acre, Lábrea, Pauini (todos no Purus), Envira, Guajará, Ipixuna (Juruá) e Apuí, (rio Madeira) administrados sob decreto de emergência.

Tapauá, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Borba, Manicoré e Novo Aripuanã estão em Estado de Alerta. E Humaitá, no rio Madeira, decretou Calamidade Pública na semana passada.

Segundo o presidente da AAM e prefeito de Boca do Acre, Iran Lima (PSD), a exemplo dos anos anteriores, em 2014, o auxílio e as ações humanitárias de saúde, transporte e infraestrutura do Governo do Estado chegaram antes de qualquer apoio ou recurso federal.

“Com as constantes perdas em repasses federais é o Estado que está nos auxiliando no atendimento imediato das demandas da população. Sem este apoio, a situação estaria muito pior”, destacou Iram Lima. Com o decreto de emergência, entre outras coisas, as prefeituras desses seis municípios ficam livres para realizar contratos sem licitação.

Segundo Iram, em 2013, apenas três dos 45 municípios amazonenses que decretaram emergência foram atendidos pela Defesa Civil Nacional. Envira, Manacapuru e Manaus receberam ano passado R$ 7,3 milhões do Governo Federal, segundo a assessoria da AAM.

Na próxima semana, a AAM realiza em Manaus um encontro com os coordenadores e representantes das defesas civis do interior para prestar orientações e informações técnicas sobre relatórios a serem encaminhados para o Ministério da Integração Nacional em Brasília (DF) solicitando maior agilidade na liberação de recursos. A data do encontro ainda não foi divulgada.